Empresário suspeito de desvios na Santa Casa tem habeas corpus negado
Desembargador do TJMS nega habeas corpus a empresário preso por desvios em contrato da Santa Casa de Campo Grande.
Justiça mantém prisão de empresário investigado na Santa Casa
O desembargador José Ale Ahmad Netto, do TJMS, negou nesta quinta-feira (29) o habeas corpus do empresário Mauricio Aparecido Benites. Ele é ligado à RedValue, empresa citada na Operação Antidotum. O Diário da Justiça publicou a decisão.
O empresário está preso desde 11 de setembro de 2026. A defesa pedia a soltura. O magistrado, porém, apontou risco de interferência no processo e ameaça à ordem pública.
Investigação aponta participação em esquema
Segundo o Ministério Público Estadual (MPMS), o empresário teria atuado no direcionamento da cotação de preços. Ele também teria elaborado minutas contratuais e negociado a liberação acelerada de pagamentos. O esquema envolvia empresas de fachada, superfaturamento e repasses indevidos.
O desembargador Waldir Marques já havia negado outro pedido de habeas corpus em outubro. Na ocasião, o magistrado não viu ilegalidade patente que justificasse a soltura imediata. A decisão de primeira instância apontou elementos que ligam o acusado às fraudes.
Outros alvos da Operação Antidotum seguem presos
Além de Mauricio, continuam detidos ex-dirigentes e uma ex-funcionária da Santa Casa:
- Alir Terra: ex-presidente da Santa Casa.
- Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa: ex-diretor-adjunto de finanças.
- Rinaldo Hakme Romano: ex-diretor financeiro.
- Alessandro Dias Junqueira: ex-diretor administrativo.
- Monique Gregório de Oliveira: ex-coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística.
Entenda a Operação Antidotum
Em 11 de setembro de 2026, o Gaeco e o Gecoc deflagraram a Operação Antidotum. O Gaeco é o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado. O Gecoc é o Grupo Especial de Combate à Corrupção.
A ação investiga fraude em contrato da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. A ABCG, mantenedora do hospital, firmou o contrato de digitalização de prontuários. Havia pagamentos elevados sem serviço prestado.
A operação também constatou irregularidades em contratos da Santa Casa Saúde. As empresas envolvidas pertenciam ao mesmo grupo e tinham endereços iguais. Os imóveis, porém, estavam desocupados.
O maior rebanho do Brasil no meio das onças
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