Atacante do Vasco entrega passaporte à polícia por suspeita de tráfico
O atacante do Vasco David Corrêa da Fonseca, conhecido como DVD, entregou o passaporte à Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (30). O documento foi levado por seu advogado à 14ª DP, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. O jogador é investigado por suspeita de integrar organização criminosa ligada ao tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
David foi intimado na quinta-feira (29), depois da partida contra o Flamengo, no Estádio do Engenhão, na Zona Norte da cidade. Ele deveria apresentar o passaporte e tomar conhecimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça do Espírito Santo. Segundo a defesa, o atleta não foi pessoalmente à delegacia porque chegou em casa por volta de 1h da manhã e estava cansado após o jogo.
Operação A Tropa investiga atacante do Vasco
A entrega do documento está relacionada à Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil capixaba. A investigação apura suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico interestadual de drogas e armas. Em agosto, o jogador já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão.
Entre as restrições impostas pela Justiça estão:
- Proibição de deixar o Brasil sem autorização judicial;
- Limitação de contato com outros investigados e testemunhas;
- Comparecimento periódico à Justiça.
A Polícia Civil informou que o descumprimento injustificado das medidas pode resultar em prisão preventiva, mediante decisão judicial.
Conversas com amigo investigado
Durante as apurações, foram encontradas conversas entre David e Ruan de Freitas Camargo Cruz, amigo de infância do atleta investigado por uma tentativa de homicídio em 2024. Em setembro, o jogador prestou depoimento e negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas.
Defesa nega envolvimento e confia em absolvição
O advogado Silmar Junior confirmou a entrega do passaporte e afirmou que a defesa recebeu a decisão judicial com naturalidade. Segundo ele, o caso avançou da fase de investigação para a processual, e os fatos serão esclarecidos.
O defensor também declarou confiar na absolvição do jogador e negou qualquer ligação dele com atividades criminosas, facções ou tráfico. Silmar ressaltou ainda que a Justiça rejeitou pedidos feitos durante a investigação, incluindo a prisão preventiva e a apreensão de imóveis relacionados à apuração financeira. Para o advogado, as decisões reforçam a fragilidade das acusações.
Ele afirmou que a defesa colabora com as autoridades e pretende demonstrar a inocência de David ao longo do processo.
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