Operações em MS prendem ao menos 10 advogados desde 2025
Desde 2025, ao menos 10 advogados foram presos em Mato Grosso do Sul em operações da Polícia Civil, do Gaeco e de grupos do Ministério Público Estadual. O levantamento do Jornal Midiamax indica que as prisões envolvem desde desvios milionários de recursos públicos até vínculos com o PCC, passando por vazamento de informações sigilosas e corrupção.
Oito advogados presos em 2026
Em 2026, oito profissionais foram detidos em operações de grande escala. O caso mais recente ocorreu na Operação Consorte, em 29 de outubro, quando uma advogada e o marido, um policial militar, foram presos sob suspeita de integrar a “Sintonia dos Gravatas” do PCC. Segundo o Ministério Público, ela transmitia recados e comandos entre líderes presos e outros membros da facção.
Operação OncoJuris (abril)
Os advogados Altair Penha Malhado e Victor Guilherme Lezo Rodrigo foram presos em uma ação que investigou a compra de medicamentos de alto custo para pacientes com câncer. O grupo teria movimentado R$ 78 milhões, com possível desvio de R$ 54,6 milhões.
Operação Gutenberg (julho)
Gabriel Taquino de Paula foi preso como intermediário em um esquema que pressionava prefeituras a adquirir livros da Editora Avante, usando a regulação do SUS como moeda de troca. O esquema envolveu R$ 27 milhões e 17 prefeituras. Geancarlo Leal de Freitas também chegou a ser detido, mas teve a prisão revogada.
Operação Antidotum (setembro)
A ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e o diretor financeiro adjunto Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, ambos advogados, foram presos em investigação sobre fraudes e desvios de R$ 4,9 milhões em contratos do hospital.
Operação Obstructio (setembro)
Amilton Ferreira de Almeida foi preso temporariamente por suspeita de vazar informações sigilosas sobre uma operação contra o delegado Hoffman D’Ávila. A prisão foi relaxada pelo STJ em 19 de outubro.
Duas prisões em 2025
Operação Blindagem (novembro)
A advogada Aline Gabriela Brandão foi alvo de mandado por suposta atuação na estrutura de inteligência de uma organização ligada ao PCC. Ela se apresentou dez dias depois e não se sabe se a prisão foi revogada.
Operação Successione (novembro)
Rhiad Abdulahad foi preso em investigação contra o jogo do bicho e permanece detido. Ele teria assumido papel de liderança no núcleo financeiro da organização.
Direito de defesa e posicionamento da OAB
O levantamento não inclui prisões em flagrante nem ações de outras forças policiais. Todos os investigados têm direito à ampla defesa. A OAB/MS foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento da matéria.
A joia da gastronomia andina
A fronteira com a Bolívia introduziu no paladar do estado a Saltenha. Esta empanada de massa ligeiramente doce, recheada com frango e especiarias andinas, tornou-se rapidamente num dos salgados de rua mais procurados de Corumbá à capital.
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