Clã Haidar ajudou traficante preso em MS a obter documento falso
Traficante boliviano preso em MS obteve documentos falsos com ajuda do Clã Haidar, alvo da Operação Ifrit.
O boliviano Jorge Adalid Granier Ruiz, conhecido como “Pariente”, “Fantasma” ou “Nono”, obteve passaporte falso por meio de Maroan Fernandes Haidar Ahmed, integrante do Clã Haidar, apontado como organização criminosa especializada em tráfico de drogas. A revelação consta na decisão que autorizou a Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4).
Como o Clã Haidar forneceu os documentos
Segundo a PF, Ruiz não tinha relação familiar com os Haidar, mas mantinha parceria no crime com o clã. Maroan obteve para Ruiz RG, CNH, passaporte, diploma, registro de arma e até Arrais, habilitação para conduzir barcos. As negociações eram feitas em dólar. Maroan chegou a ter dívida de US$ 892,2 mil com Ruiz. Extratos mostram que Maroan pagou US$ 120 mil a um intermediário de Ruiz numa casa de câmbio.
Prisão de Maroan e continuação dos negócios
Após a prisão de Maroan, Ruiz continuou os negócios com o pai dele, Bassam, até ser preso.
Prisão do traficante em Jaraguari
Em 28 de março de 2023, a PRF prendeu Jorge Adalid Granier Ruiz, Valdeson Pereira dos Santos e uma mulher, em uma Toyota Hilux. Ruiz foi preso com documento falso e confessou que pagou R$ 5 mil por um RG falso, além de ter comprado documentos na Bolívia por US$ 500 e US$ 200. Ele também admitiu ser integrante do PCC.
O boliviano passou por cirurgia bariátrica e plástica para mudar a aparência, dificultando a identificação.
Operação Ifrit
Em 4 de novembro de 2026, a PF deflagrou a Operação Ifrit, contra uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de agentes públicos das forças de segurança. Foram cumpridos diversos mandados em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Números da Operação
- Mandados de busca e apreensão: 76
- Mandados de prisão preventiva: 25
- Prisão temporária: 1
- Monitoração eletrônica: 3
- Policiais afastados: 3
O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. A organização atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados.
Alvos da Operação
Entre os 29 alvos estão policiais civis e membros do Clã Haidar. Veja a lista:
- Adel Hassan Haidar
- Adule Vasques Haidar
- Andrey Elesbão Silva
- Bassam Hassan Haidar Ahmed
- Brendo Benega Pereira
- Bruno Banega
- Bruno Leonardo Bergamasco
- Daniel Ecleverson da Silva Barbosa
- Daniel Jonatas Ferreira
- Douglas Tobias
- Eduardo Greco
- Fahd Haidar
- Hector Salinas Esquivel
- Hoffman D’Ávila Candido e Sousa
- Ireneo Ramom Acosta
- João Fernando Andrade de Carvalho
- Jorge Adalid Granier Ruiz
- José Miguel Vela Caprioli Junior
- Mamede Alhaj Haidar
- Maroan Fernandes Haidar Ahmed
- Nasser Haidar
- Pedro Henrique Flores Camargo
- Rafael Rodas Neto
- Renan Braian Garcia Presotto
- Salazar José Batista
- Valdeson Pereira dos Santos
- Valter Ulisses Martins Silva
- Victor Hugo Santos Queiroz
- Vitor da Silva
A canetada que criou o estado
O Mato Grosso do Sul nasceu oficialmente a 11 de outubro de 1977. Foi através de uma lei complementar assinada pelo então presidente Ernesto Geisel que a região sul se separou finalmente do vizinho do norte.
Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]