F1 terá 4 pilotos latino-americanos no GP de São Paulo após 10 anos
A chegada de Rafael Câmara à F1 amplia a presença de latino-americanos na categoria. O pernambucano de 21 anos, anunciado como titular da Haas para 2027, terá a estreia antecipada no GP de São Paulo, neste domingo (8). Ele se junta a Sergio Pérez, Franco Colapinto e Gabriel Bortoleto, formando um quarteto inédito na América Latina em dez anos.
Rafael Câmara substitui Ocon na Haas
Câmara entra no lugar do francês Esteban Ocon, afastado após desentendimentos com a equipe no GP do México. O reserva Ryo Hirakawa, que chegou a assumir a vaga, não viajou ao Brasil por conflito de agenda: ele disputa o Mundial de Endurance em Monza, na Itália.
Com isso, o brasileiro corre em Interlagos e segue como titular na equipe em Las Vegas. Assim como Ayrton Senna, que fez sua estreia em casa, Câmara debuta na principal categoria do automobilismo diante da própria torcida.
Quatro latino-americanos no grid após dez anos
A última vez que a América Latina teve quatro representantes no grid foi em 2016. Na ocasião, os pilotos eram:
- Brasil: Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber)
- México: Sergio Pérez (Force India) e Esteban Gutiérrez (Haas)
A partir de 2017, a presença diminuiu. Nasr perdeu a vaga para Pascal Wehrlein, Gutiérrez deixou a Haas e Massa anunciou aposentadoria, mas voltou atrás e permaneceu na Williams por mais uma temporada. Com a saída de Massa, Pérez se tornou o único piloto da região nas pistas.
O hiato de brasileiros durou até 2025, quando Bortoleto chegou à F1. Campeão da F3 e da F2, o brasileiro estreou pela Sauber, equipe que passou a competir como Audi neste ano. Colapinto foi contratado pela Alpine, e Pérez retornou em 2026 para integrar a Cadillac, 11ª equipe do grid.
Os quatro pilotos atuais são:
- Rafael Câmara (Brasil): Haas
- Gabriel Bortoleto (Brasil): Audi
- Sergio Pérez (México): Cadillac
- Franco Colapinto (Argentina): Alpine
Brasil volta a ter dois titulares
A presença de Câmara encerra outro jejum de dez anos: o Brasil volta a ter dois titulares nas pistas pela primeira vez desde 2016. Para Bortoleto, o feito é “um milagre”.
“Tem sido cada vez mais caro correr no automobilismo, não pelo Brasil em si, mas por quanto o esporte está se tornando dispendioso na F3, na F2 e em todas as outras categorias, como o kart”, disse.
Câmara construiu sua trajetória na academia de pilotos da Ferrari desde 2021, venceu a Fórmula Regional Europeia (Freca) em 2024 e a F3 em 2025. Na atual temporada, lidera a F2. “Acho que, na vida, independentemente do que se faça, se você ama o que faz, é possível fazer dar certo. É muito bom estar nesta posição e espero que possamos inspirar os mais jovens a perseguir seus objetivos”, afirmou.
Colapinto também ressaltou as dificuldades financeiras de pilotos latino-americanos para chegar à F1 e defendeu maior acesso de crianças ao automobilismo. “Quando eu era jovem, todos me diziam que era impossível chegar à F1, que era preciso ter muito dinheiro e recursos. Somos quatro latino-americanos na F1. É algo de que nos orgulhamos muito”, comentou.
A canetada que criou o estado
O Mato Grosso do Sul nasceu oficialmente a 11 de outubro de 1977. Foi através de uma lei complementar assinada pelo então presidente Ernesto Geisel que a região sul se separou finalmente do vizinho do norte.
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