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    Sem resolver a crise política, França se dispõe a ‘receber o mundo’ para Jogos Olímpicos

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    Após os resultados do segundo turno das eleições, nas quais o bloco de esquerda venceu sem maioria absoluta, à frente da coligação governamental e com a direita em terceiro, muitas questões permanecem

    A França segue na incerteza política a pouco mais de duas semanas do início dos Jogos Olímpicos, que vão de 26 de julho a 11 de agosto. Após os resultados do segundo turno das legislativas, nas quais o bloco de esquerda venceu sem maioria absoluta, à frente da coligação governamental e com a extrema direita na terceira posição (apesar de ter recebido o maior número de votos na semana anterior), muitas questões permanecem no ar: quem será o primeiro-ministro e com que governo? A ministra do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra, ainda estará no cargo quando os Jogos começarem? “Deveria haver continuidade do governo até os Jogos”, avalia Roizen.

    Neste momento, tudo parece caminhar nessa direção. O primeiro-ministro Gabriel Attal apresentou nesta segunda-feira sua demissão ao presidente francês, mas Emmanuel Macron pediu-lhe que continuasse “por enquanto” para “garantir a estabilidade” da França, informou a Presidência. No entanto, o bloco de esquerda, que se formou para impedir o avanço da extrema direita, já considera candidatos para substituir Attal depois de vencer as eleições de domingo, embora sem uma maioria clara para governar.

    A continuidade do ministro do Interior, Gérald Darmanin, responsável pelo sistema de segurança dos Jogos, também não está certa. “O que os organizadores (dos Jogos) mais temem são coisas como vandalismo, crimes e, acima de tudo, terrorismo”, disse Paul Dietschy, professor de História e Esportes da Universidade de Franche-Compté. “O ministro do Interior é o cargo mais importante”, insiste. Nos últimos dias, os organizadores tentaram tranquilizar todas as partes: “Não paramos de trabalhar, dia e noite, nestas últimas semanas, para estarmos prontos”.

    E lembraram que os Jogos podem contar com “a continuidade do Estado” que depende do chefe da polícia de Paris (Laurent Nunez), da região (Marc Guillaume) e do delegado interministerial para os Jogos Olímpicos (Michel Cadot), que formam um bloco que protege Paris-2024 do que acontece a nível político. Outro aspecto que ajudará no controle da segurança é o fato de que a ameaça de grandes manifestações, até mesmo de distúrbios, em caso de uma vitória da extrema direita, parece estar por enquanto descartada.

    Ao dissolver o Parlamento após a vitória da extrema direita nas eleições europeias no início de junho, Macron concentrou toda a atenção da mídia na crise política. “Não sentimos o entusiasmo crescendo. Muitos franceses estão concentrados nas eleições”, admite Dietschy. Embora a situação política permaneça incerta, já há o suficiente para que a atenção volte aos Jogos, prometidos como “icônicos” por seus organizadores, com 2,6 bilhões de dólares de investimento público (14,29 bilhões de reais na cotação atual), os cenários mais emblemáticos do país, em uma das cidades mais turísticas do mundo.

    Publicado por Carolina Ferreira

    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

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