spot_img
Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalEsquerda francesa critica Macron e exige cargo de primeiro-ministro

    Esquerda francesa critica Macron e exige cargo de primeiro-ministro

    Publicado há

    spot_img

    Na quarta (10), o mandatário afirmou que “ninguém venceu” as eleições realizadas no domingo (7) e pediu a todas as forças políticas “que se identificam com as instituições republicanas a construir uma maioria sólida”

    A esquerda francesa, que ganhou as eleições legislativas sem maioria absoluta, criticou, nesta quinta-feira (11), a recusa do presidente Emmanuel Macron de formar governo até que se construa uma “maioria sólida” no Parlamento e exigiu que se nomeie um primeiro-ministro procedente de suas fileiras. Em uma carta ao povo publicada na imprensa francesa na quarta-feira (10), o mandatário afirmou que “ninguém venceu” as eleições realizadas no domingo (7) e pediu a todas as forças políticas “que se identificam com as instituições republicanas (…) construir uma maioria sólida, necessariamente plural, para o país”. Macron disse que tomará uma “decisão sobre a nomeação do primeiro-ministro” quando as forças políticas tiverem “forjado (…) compromissos”, o que significa dar a elas “um pouco de tempo”. O dirigente centrista dissolveu a Assembleia Nacional e convocou de maneira antecipada as legislativas depois da vitória da extrema direita francesa nas eleições europeias de 9 de junho.

    Nenhum partido ou coalizão obteve maioria absoluta, de 289 deputados, na nova Assembleia Nacional. A Nova Frente Popular (NFP), uma aliança que inclui ecologistas, socialistas, comunistas e a esquerda radical, ficou em primeiro lugar com entre 190 e 195 assentos, a aliança de centro-direita de Macron obteve ao redor de 160 e a extrema direita mais de 140. Ante a incerteza, o presidente pediu ao seu primeiro-ministro, Gabriel Attal, que continue no cargo “por enquanto” para “garantir a estabilidade” do país, que receberá de 26 de julho a 11 de agosto os Jogos Olímpicos. Várias figuras da direita e do centro apoiam a posição de Macron, entre elas, o presidente do Senado, Gérard Larcher, que avalia que a formação do novo governo pode ser esticada até o “início de setembro”.

    A convocação do presidente parece ter como objetivo excluir o Reagrupamento Nacional (RN) de Marine Le Pen (extrema direita), mas também implicitamente a principal formação da NFP, A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) liderada pelo polêmico Jean-Luc Mélenchon, que gera desconfiança entre outras forças. O líder socialista Olivier Faure acusou o presidente de “não respeitar o voto dos franceses”, enquanto Mélenchon denunciou “maquinações” e “o retorno do veto real”. A NFP anunciou que proporia um candidato a primeiro-ministro até o final da semana.

    Mélenchon apoia a deputada Clémence Guetté, não muito conhecida, mas popular entre os ativistas da esquerda radical. Aos 33 anos, ela oferece uma imagem menos divisiva e mais serena. O poderoso sindicato CGT conclamou os franceses a irem às ruas em 18 de julho, dia da primeira sessão da Assembleia Nacional, “para que o resultado da eleição seja respeitado”. “Temos a impressão de ver Luís XVI preso em Versalhes”, disse sua líder, Sophie Binet, referindo-se ao monarca guilhotinado em 1793 durante a Revolução.

    Macron está em Washington, onde na quarta-feira participou de uma cúpula da Otan com foco na guerra na Ucrânia. Enquanto isso, Marine Le Pen, de extrema direita e três vezes candidata à presidência, chamou a carta de Macron de “circo vergonhoso”. O secretário-geral de seu partido na Assembleia Nacional, Renaud Labaye, declarou nesta quinta que o RN “não irá censurar” um possível governo de esquerdas se este propuser “medidas consensuais”. No entanto, “no caso de um governo que inclua um ministro do LFI”, as possibilidades de que o RN aprove seu discurso de política geral “são praticamente nulas”, acrescentou.

    Le Pen explicou posteriormente a postura de seu partido, assegurando em postagem na rede social X que “censurará qualquer governo no qual o LFI e os ecologistas tenham responsabilidades ministeriais”. O Reagrupamento Nacional agora está de olho nas próximas eleições presidenciais francesas em 2027, nas quais Macron não poderá concorrer novamente.

    Publicado por Carolina Ferreira
    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Câmara de Terenos analisa caso do prefeito afastado por 60 dias

    Vereadores precisam de tempo para estudar documentos complexos da Operação Spotless.

    Santos busca reabilitação no Paulistão contra o Noroeste

    Peixe precisa da vitória para se afastar da zona de rebaixamento e sonhar com o G8.

    CPMI do INSS: Acordo impede votação sobre Banco Master e aliados de Lula e Bolsonaro

    Parlamentares barram requerimentos de quebra de sigilo e pedido de prisão na comissão.

    Lula confirma viagem a Washington para encontro com Trump em março

    Presidente defende pragmatismo e oferece cooperação contra o crime organizado.

    Relacionado

    Troca de Prisioneiros: EUA, Ucrânia e Rússia Chegam a Acordo Histórico

    Após cinco meses, 314 prisioneiros serão trocados. Negociações ocorreram em Abu Dhabi.

    Tratado Nuclear EUA-Rússia Expira: Ameaça à Segurança Global Aumenta

    Acordo Novo START, crucial para o controle de armas nucleares, chega ao fim. Mundo teme escalada.

    Estado Islâmico Ameaça o Mundo: ONU Alerta para Crescimento e Uso de IA

    Grupo terrorista expande atuação globalmente, com foco na África e uso crescente de tecnologia.