spot_img
Sábado, 16 Maio, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalEsperança de trégua diminui em Gaza, onde Israel intensifica sua ofensiva

    Esperança de trégua diminui em Gaza, onde Israel intensifica sua ofensiva

    Publicado há

    spot_img

    Novo ciclo de negociações com os mediadores dos EUA, Catar e Egito deve começar esta semana no Cairo

    As esperanças de um cessar-fogo em Gaza, onde o Exército israelense intensificou suas operações nesta quinta-feira (22), diminuem, apesar da pressão dos Estados Unidos sobre Israel e Hamas para que alcancem um acordo. Um novo ciclo de negociações entre Israel e mediadores dos EUA, Catar e Egito deve começar esta semana no Cairo, embora ainda não tenha sido confirmado após mais de 10 meses de guerra. O presidente americano, Joe Biden, insistiu na quarta-feira na urgência de um cessar-fogo em Gaza e na libertação dos reféns sequestrados pelo Hamas, durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo aa Casa Branca. O gabinete de Netanyahu insiste em alcançar “todos os objetivos da guerra”, desencadeada em 7 de outubro, após o ataque do movimento islamista Hamas no sul de Israel.

    Isto requer, segundo a mesma fonte, “garantir a fronteira sul” do território palestino, em referência ao Corredor Filadélfia, uma faixa de 14 km ao longo da fronteira entre Gaza e Egito. O Hamas, que governa Gaza desde 2007, rejeita a manutenção de tropas israelenses neste setor do território e acusa o governo dos Estados Unidos de incluir esta condição na proposta mais recente de trégua, anunciada na semana passada, cujos detalhes não foram divulgados.

    O secretário de Estado americano, Anthony Blinken, concluiu na quarta-feira uma viagem ao Oriente Médio. Blinken destacou que Washington se opõe a “uma ocupação de longo prazo de Israel em Gaza”, após afirmar que Netanyahu havia aceitado a proposta americana. Segundo o jornal israelense Yedioth Ahronoth, Blinken cometeu um erro ao dizer que Netanyahu a havia aceitado. O coordenador da Casa Branca para o Oriente Médio, Brett McGurk, viajou ao Cairo para encontrar uma solução para a questão do Corredor Filadélfia. “As informações que indicam que o primeiro-ministro aceitou a retirada de Israel do Corredor Filadélfia são imprecisas”, disse o porta-voz do governo israelense, David Mencer. Netanyahu repetiu que continuará a guerra até destruir o Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

    O movimento islamista exige a aplicação do plano anunciado em 31 de maio por Biden, com uma trégua de seis semanas, a retirada de Israel das áreas densamente povoadas e a libertação de reféns. Em uma segunda fase, o plano prevê uma retirada total de Israel do território palestino. Para Washington, um cessar-fogo ajudaria a evitar uma conflagração regional, incluindo um possível ataque do Irã e aliados a Israel, em retaliação ao assassinato do líder do Hamas, em 31 de julho em Teerã, atribuído ao Estado hebreu.

    A guerra eclodiu em 7 de outubro, quando militantes do Hamas mataram 1.199 pessoas no sul de Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais. Entre os mortos havia mais de 300 soldados. Também tomaram 251 reféns, dos quais 105 permanecem em Gaza, incluindo 34 que o Exército declarou mortos. A ofensiva israelense na Faixa de Gaza já deixou pelo menos 40.265 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que não especifica civis e combatentes. A maioria são mulheres, adolescentes e crianças. O Exército israelense intensificou as operações no sul da Faixa, especialmente em Rafah e Khan Yunis, e em Deir al Balah, no centro. “Dezenas de locais com infraestrutura terrorista” foram desmantelados e “mais de 50 terroristas” foram eliminados”, anunciou.

    Segundo Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, cinco corpos foram retirados dos escombros de uma casa destruída por um bombardeio israelense em Khan Yunis. Testemunhas relataram bombardeios no centro e no sul do território, além de confrontos entre o Exército e militantes palestinos no norte.”Israel luta pelo seu povo e o Hamas luta pelo seu povo. Basta, cada lado deve ceder ao outro. Todas as nossas crianças morreram”, disse Abu Jamal Al Khur, em frente ao hospital de Al Aqsa, em Deir al Balah.

    Publicado por Luisa Cardoso
    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Flávio Bolsonaro chama Tarcísio de Freitas de “amigo” em evento e reforça pré-candidatura à Presidência em 2026

    Senador defende pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite em Sorocaba, mesmo com Tarcísio ausente por motivo de saúde. Flávio Bolsonaro critica o governo Lula e reitera intenção de concorrer em 2026.

    Joaquim Barbosa Filia-se ao Democracia Cristã e Surge como Potencial Candidato à Presidência em 2026

    Ex-ministro do STF se junta ao partido que abandonou pré-candidatura de Aldo Rebelo, buscando atrair eleitores com discurso de ética e reforma judicial.

    Lula e Flávio Bolsonaro Lideram Rejeição e Reconhecimento em Pesquisa Datafolha

    Presidente e Senador registram as maiores taxas de desaprovação e de conhecimento entre eleitores, segundo levantamento divulgado neste sábado (16).

    Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro Empatados em Segundo Turno para Eleições de 2026

    Pesquisa divulgada neste sábado (16) mostra ambos com 45% das intenções de voto, antes do vazamento de conversas do senador.

    Relacionado

    Forças Americanas e Nigerianas Eliminam Líder do Estado Islâmico na África

    Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de sucessão do grupo terrorista, foi morto em operação conjunta.

    Israel Elimina Ezedin Al Hadad, Líder do Braço Armado do Hamas

    O movimento islamista palestino confirmou a morte do comandante, apontado como um dos arquitetos dos massacres de 7 de outubro de 2023.

    Trump adverte Taiwan contra independência e busca estabilidade nas relações com China

    Presidente dos EUA pede calma a ambos os lados em meio a tensões sobre a ilha autônoma, enquanto Xi Jinping ressalta a importância da questão de Taiwan.