Israel anunciou neste sábado, 16 de maio de 2026, a morte de Ezedin Al Hadad, líder do braço armado do Hamas. A confirmação veio após um ataque aéreo de precisão realizado pelas Forças Armadas israelenses na sexta-feira, na Cidade de Gaza. Dois dirigentes do Hamas confirmaram a morte do comandante à AFP, descrevendo o ataque como direcionado a um apartamento e um veículo civil.
O governo israelense identificou Al Hadad como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023”. Ele também é acusado de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados naquele dia, quando combatentes do Hamas mataram mais de 1.200 pessoas em território israelense e tomaram 251 reféns.
Segundo o Exército israelense, Al Hadad “comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”. O chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-coronel Eyal Zamir, classificou a eliminação como “conquista operacional significativa”. “Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir. “As FDI continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”.
A morte de Al Hadad ocorre em meio a uma campanha militar israelense contra líderes políticos e comandantes militares do Hamas em Gaza e na região, iniciada após o ataque de 7 de outubro de 2023. A retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, resultando na morte de mais de 72.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel alega ter eliminado diversos líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar e Mohamed Deif, ambos considerados idealizadores do massacre. Ataques israelenses também atingiram membros do Hamas no Líbano e comandantes do Hezbollah, aliado do grupo.
Apesar de um cessar-fogo ter entrado em vigor em outubro, a violência em Gaza persiste. Segundo o Ministério da Saúde do território, pelo menos 856 palestinos morreram desde o início da trégua. O Exército israelense registrou a morte de cinco soldados no mesmo período.
A situação em Gaza tem sido objeto de atenção internacional, com o cessar-fogo entre Líbano e Israel tendo sido prorrogado por 45 dias. Paralelamente, o Brasil enfrenta seus próprios desafios, com debates sobre o financiamento de filmes biográficos e investigações em andamento, como o caso que envolve emendas destinadas a um filme sobre Bolsonaro, o que levou o STF a abrir um novo processo. A recuperação pós-cirúrgica de Jair Bolsonaro também tem sido noticiada, com um boletim médico indicando equilíbrio corporal instável.


