spot_img
Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalFrança avalia aumento de impostos para combater déficit orçamentário

    França avalia aumento de impostos para combater déficit orçamentário

    Publicado há

    spot_img

    Empresas francesas demonstraram disposição para discutir aumentos, desde que o governo também se comprometa a reduzir gastos e a não prejudicar os investimentos

    Durante seu mandato, Emmanuel Macron, presidente da França, focou em cortes de impostos voltados para os mais ricos e para as empresas, acreditando que essa estratégia impulsionaria a economia. Contudo, o novo primeiro-ministro do país, Michel Barnier, está considerando a possibilidade de aumentar a carga tributária sobre esses grupos para lidar com o crescente déficit orçamentário do país. A situação financeira da França se agravou, com os custos dos empréstimos atingindo os níveis mais altos desde a crise de 2008. O governo enfrenta desafios significativos para controlar uma dívida e um débito que se tornaram um dos mais elevados da Europa.

    Barnier expressou preocupação com a rápida deterioração das finanças do país e indicou que a reversão dos cortes de impostos, apesar das promessas de Macron, está sendo avaliada. Desde sua eleição em 2017, Macron implementou uma série de reformas fiscais, incluindo a redução da alíquota do imposto corporativo de 33% para 25% e a diminuição do imposto sobre a riqueza. Essas medidas geraram controvérsias, pois foram vistas como um fator que ampliou a desigualdade econômica e diminuiu a arrecadação tributária.

    Um estudo recente apontou que essas políticas resultaram em uma perda de receita de aproximadamente € 15 bilhões para o Tesouro francês. Para atender às exigências da União Europeia, Barnier precisa encontrar uma economia de € 110 bilhões nos próximos anos, o que pode incluir cortes nos gastos públicos. Embora Macron tenha se mostrado contrário a aumentos de impostos, Barnier sinalizou que a situação atual pode não deixar outra alternativa. Entre as propostas em análise estão o aumento do imposto sobre a renda de investimentos e a criação de um imposto temporário sobre os “superlucros” das empresas.

    As empresas francesas, representadas pela Medef, demonstraram disposição para discutir aumentos de impostos, desde que o governo também se comprometa a reduzir gastos e a não prejudicar os investimentos. O cenário financeiro da França é preocupante, com o Ministério das Finanças prevendo um débito de 6% do PIB para 2024 e uma dívida que já ultrapassa € 3 trilhões, representando mais de 110% do PIB. Barnier está atualmente em diálogo com líderes políticos e empresariais para desenvolver um projeto de orçamento que será submetido às autoridades da União Europeia.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Publicado por Marcelo Seoane

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Meio/Ideia: Flávio cresce e empata tecnicamente com Lula no 2º turno

    Lula tem 45,8% contra 41,1% de Flávio. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos

    A provável escalação do Barcelona contra o Mallorca por LaLiga 2025/26

  • Após avançar na Copa do Rei, Barcelona volta a defender a liderança do Campeonato Espanhol
  • Lei do licenciamento ambiental entra em vigor em meio a ações no STF

    Partidos políticos e entidades da sociedade civil questionam no Supremo a constitucionalidade de artigos da Lei Geral; texto de autoria da Câmara foi sancionado por Lula com vetos

    Marinho diz que Bolsonaro está ‘tranquilo’ com chance de perder patente

    O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira (4) que o ex-presidente Jair...

    Relacionado

    Democracia retrocede em EUA, Rússia e China, diz relatório

    Human Rights Watch divulgou relatório anual sobre Direitos Humanos

    Rússia diz que guerra continuará até que Ucrânia aceite os seus termos

    Exigências incluem controle total do Donbas, congelamento das frentes de combate e veto permanente à presença da OTAN na Ucrânia

    Trump pede aos americanos que virem a página do caso Epstein

    Apelo do presidente dos EUA acontece após nova divulgação de documentos sobre o escândalo, que provocou uma investigação contra o ex-embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson