spot_img
Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalZelensky diz que Ucrânia precisa de armas e garantias de segurança da...

    Zelensky diz que Ucrânia precisa de armas e garantias de segurança da Otan para negociar com a Rússia

    Publicado há

    spot_img

    Em suas declarações, o presidente ucraniano disse que um convite da Otan à Ucrânia para se unir à aliança militar transatlântica era necessário para a ‘sobrevivência’ do país

    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou, neste domingo (1º), que seu país precisa de armas e garantias de segurança por parte da Otan, antes de qualquer eventual negociação com a Rússia para pôr fim ao conflito armado.

    Zelensky fez essas declarações em uma coletiva de imprensa junto com o novo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, que viajou à Ucrânia no primeiro dia de seu mandato. Costa viajou acompanhado da nova responsável pela diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, e da comissária de Ampliação, a eslovena Marta Kos.

    Em suas declarações, Zelensky disse que um convite da Otan à Ucrânia para se unir à aliança militar transatlântica era necessário para a “sobrevivência” do país. Por isso, pediu armas e garantias de segurança. “Somente quando tivermos todos esses elementos e em posição de força, teremos que fazer a muito importante agenda de nos reunir com os assassinos”, disse, em referência à Rússia.

    Entre o armamento que pediu, o líder ucraniano destacou os projéteis de longo alcance. A viagem de altos funcionários da UE a Kiev acontece em um contexto de muita tensão entre Moscou e os países do Ocidente, após os disparos feitos pela Ucrânia com mísseis americanos e britânicos contra o território russo e o lançamento de um míssil hipersônico experimental por parte da Rússia.

    A nova equipe de dirigentes da UE tenta mostrar seu firme apoio a Kiev. As forças ucranianas estão perdendo terreno no front, e a iminente chegada de Donald Trump à Casa Branca ameaça a continuidade da ajuda de Washington aos ucranianos.

    “Viemos com a mensagem clara de que apoiamos a Ucrânia e seguimos oferecendo todo o nosso apoio”, disse Costa aos meios de comunicação que o acompanhavam. “A situação na Ucrânia é muito grave”, frisou Kallas, que, contudo, acrescentou que “isso claramente também tem um custo muito alto para a Rússia”.

    Para pôr fim ao conflito, Moscou exige que a Ucrânia ceda quatro províncias do sul e do leste que a Rússia ocupa parcialmente, além da península da Crimeia, anexada em 2014, e que também renuncie à adesão à Otan.

    Para Kallas, “a garantia de segurança mais forte” para a Ucrânia é justamente “a adesão à Otan”. “Se a Ucrânia decidir traçar uma linha em alguma parte, como podemos garantir a paz para que [Vladimir] Putin não vá mais adiante?”, disse.

    No entanto, altos funcionários da Otan estimam que há pouca chance de a aliança militar conceder em breve à Ucrânia o status de membro, tendo em conta a oposição de muitos países, que temem entrar em guerra com a Rússia.

    Sobre o envio de tropas europeias ao território ucraniano, a nova titular da política externa europeia assegurou que o bloco não deveria excluir nada, se for o caso de garantir um possível cessar-fogo. Esta medida é outra das iniciativas que envolve um risco de conflito direto com Moscou. “Temos que manter uma ambiguidade estratégica sobre este tema”, acrescentou.

    Desde o início da invasão russa em 2022, a Europa forneceu cerca de 125 bilhões de dólares (R$ 756 bilhões, na cotação atual) em apoio à Ucrânia. Os Estados Unidos, por sua vez, enviaram mais de 90 bilhões de dólares (R$ 545 bilhões), segundo um estudo do Instituto Kiel.

    O futuro do apoio de Washington está em perigo, já que Trump não cessa suas críticas a essas somas colossais de ajuda a Kiev e deu a entender que queria acabar com conflito o mais breve possível.

    Kallas assegurou que a UE utilizará uma “linguagem transacional” para tentar convencer o magnata americano de que apoiar a Ucrânia também é benéfico para os Estados Unidos. “A ajuda à Ucrânia não é caridade. Uma vitória da Rússia encorajaria definitivamente a China, o Irã e a Coreia do Norte”, acrescentou.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Carolina Ferreira

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Flamengo e Internacional empatam em 1 a 1 no Maracanã

    Em jogo disputado, Flamengo e Internacional ficam no empate pela 2ª rodada do Brasileirão.

    TCU investiga Correios por dívida de R$7,6 bilhões com o Postalis

    Tribunal de Contas da União apura supostas irregularidades financeiras na estatal.

    Simone Tebet descarta candidatura ao governo de SP e foca em MS

    Ministra do Planejamento prioriza Mato Grosso do Sul, mas decisão final é de Lula.

    STF julgará aplicação da Lei da Anistia a casos de desaparecidos na ditadura

    Ministro Flávio Dino pautou julgamento no Supremo. Decisão impactará todos os tribunais.

    Relacionado

    Homem é condenado à prisão perpétua por tentar matar Trump

    Ryan Routh tentou assassinar Donald Trump em 2024. O crime ocorreu em um campo de golfe na Flórida.

    Putin e Xi Discutem Cooperação e Críticas aos EUA em Videoconferência

    Líderes da Rússia e China reforçam laços econômicos e trocam avaliações sobre política global.

    EUA Retiram Agentes de Imigração Após Assassinatos em Minnesota

    Czar da fronteira anuncia a medida após protestos e indignação pública.