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    Chefe da OMS estava em aeroporto no Iêmen bombardeado por Israel

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    Ofensiva deixou ao menos seis mortos; série de ataques também atingiu uma usina de energia na cidade litorânea de Hodeida, no oeste do país

    Israel bombardeou nesta quinta-feira (26) o aeroporto internacional de Sanaa, capital do Iêmen, e outros alvos dos rebeldes huthis, em operações que deixaram pelo menos seis mortos, após os recentes disparos de mísseis dessas milícias aliadas do Irã contra Israel. “Estamos determinados a cortar este braço do terrorismo do eixo do mal iraniano. Continuaremos até concluir o trabalho”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após as incursões aéreas no Iêmen, um país no sudoeste da Península Arábica, situado a mais de 2 mil quilômetros de Israel. Os bombardeios ao aeroporto, instalações militares e uma usina de energia ocorreram em meio ao aumento das hostilidades entre Israel e os rebeldes huthis do Iêmen, que fazem parte do chamado “eixo da resistência”, uma rede de organizações alinhadas ao Irã e hostis ao Estado israelense.

    O aeroporto da capital foi alvo de “mais de seis” ataques, e a base aérea adjacente de Al Dailami também foi bombardeada, segundo testemunhas ouvidas pela AFP. Uma série de ataques também atingiu uma usina de energia na cidade litorânea de Hodeida, no oeste do país, indicaram uma testemunha e o canal Al Masira TV, alinhado aos huthis. O porta-voz dos insurgentes, Mohammed Abdulsalam, denunciou os ataques como uma “agressão israelense contra todo o povo iemenita”. Os ataques ocorreram um dia após os rebeldes huthis lançarem um míssil e dois drones contra Israel. O Exército israelense afirmou que “aviões de combate israelenses realizaram bombardeios com base em informações de inteligência contra alvos militares pertencentes ao regime terrorista huthi”.

    Os alvos incluíram “infraestrutura militar” no aeroporto e na usina de energia em Sanaã e Hodeida, bem como outras instalações nos portos desta cidade, de Salif e de Ras Kanatib, informou o exército em comunicado. “Esses alvos militares eram usados pelo regime terrorista huthi para introduzir armas iranianas na região e para a entrada de altos funcionários iranianos”, detalhou o texto. “O regime terrorista huthi está no centro do eixo terrorista iraniano”, acrescentou. Anteriormente, os insurgentes relataram que duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas no aeroporto de Sanaa, enquanto outra perdeu a vida no porto de Ras Isa, ao norte de Hodeida.

    O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estava nesta quinta-feira no aeroporto de Sanaa bombardeado por Israel, relatou vítimas e danos no local, mas assegurou que estava “são e salvo”. Um tripulante do avião de Tedros Adhanom Ghebreyesus “ficou ferido”, contou o chefe da OMS, mas todos os membros da comitiva desta organização e da ONU que o acompanhavam saíram ilesos, especificou na rede social X. O Irã classificou os ataques israelenses contra alvos rebeldes huthis como um “crime” e afirmou tratar-se de “uma violação clara da paz e da segurança internacional”.

    Os huthis controlam amplas áreas do Iêmen, incluindo grande parte de suas regiões mais populosas, após tomarem a capital e derrubarem o governo reconhecido internacionalmente em setembro de 2014. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou em março de 2015 uma campanha militar para expulsá-los, desencadeando uma guerra que resultou em uma das piores crises humanitárias do mundo.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Matheus Lopes

    Fonte: Jovem Pan News

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