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    Prefeitos acusam antecessores de rombos milionários nas contas

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    Os prefeitos que assumiram mandato em 2025 começam a apontar problemas deixados por antecessores, acusando rombos milionários nas contas públicas. Segundo os novos gestores, não há saldo nem para pagamento de servidores.

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    Em Corumbá, a secretaria de Planejamento, Receita e Administração relatou dívidas de R$ 34 milhões. “Os primeiros relatórios finalizados mostram que realmente a conta deixada é bem alta. Em dezembro eles [administração anterior] pagaram somente a folha líquida, as consignações, que são os empréstimos dos servidores descontados no salário, não foi pago para os bancos, não foi empenhado, assim como não foi deixado o total do dinheiro em caixa para honrar o compromisso… Os professores estão aguardando o valor do um terço de férias, eles saíram de férias e esse valor deveria ter sido empenhado e pago em dezembro. Mas, não foi”, denunciou a secretária de Planejamento, Receita e Administração, Camila Campos de Carvalho.

    A secretária destaca ainda parcelamentos feitos no início de 2024, que eram referentes ao ano de 2023. “No total que a gente encontrou de parcelamentos da Prefeitura devendo o FUNPREV, que é o Fundo de Previdência do Servidor, que é a vida do servidor, aproximadamente R$ 24 milhões. Isso sem contar os juros desses valores todos. Por mês, nesses quatro anos, a gente tem uma parcela mensal a pagar ao FUNPREV chegando a casa de R$ 1 milhão, se contar entre juros e multas. É um dinheiro que deveria ir para a saúde, para a infraestrutura, educação”, relatou.
    Segundo a secretária, a prefeitura também não pagou o abono natalino, que os servidores devem perder. “A lei 2.868/2022 diz que está autorizado o abono, mas não que é obrigatório. Era uma situação que deveria ter sido verificada com o prefeito anterior. Deveria ter sido verificado lá antes do Natal ou ter sido solicitado antes do Natal. O abono natalino não é obrigatório, ele está autorizado por lei que se pague, mas já não pagou, não houve esse cuidado com o servidor na época. Nós agora em janeiro não podemos arcar com uma situação dessa”, finalizou.

    Naviraí

    Em Naviraí, a gestão de Rodrigo Sacuno (PL) avalia desfalque de R$ 15,2 milhões, além de atrasos em pagamentos. Segundo o prefeito, a nova gestão encontrou um caixa com apenas R$ 2 milhões, insuficiente para as despesas do mês de janeiro.

    “Tivemos de vir a público mostrar essa situação e a irresponsabilidade da gestão anterior que esteve até o último dia pregando informações falsas”, afirmou o prefeito. O relatório aponta dívida de R$ 8,2 milhões com fornecedores e dinheiro descontado e não repassado de empréstimos feitos por servidores, totalizando R$ 5,4 milhões.

    “O dinheiro foi retido do salário dos servidores e não foi usado para pagar os bancos, a Cassems e o INSS, isso é o mais grave… Temos a previsão de arrecadar R$ 13 milhões em janeiro e a folha deve ser de quase R$ 12 milhões. Só temos R$ 2,2 milhões em caixa. Vamos ter de trabalhar com severidade e dar um jeito de não parar as necessidades da população”, afirmou.

    Outro lado

    A ex-prefeita de Naviraí, Rhaiza Matos (PSDB), negou rombo nas contas, afirmando que não vai se calar, porque estão tentando “denegrir” a imagem dela. “Vão tentar atribuir a mim a incompetência e falta de preparo de alguns e isso não aceitarei”, afirmou, prometendo uma live para falar sobre o assunto.    

    Fonte: Investiga MS

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