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    Venda de apoio por R$ 5 mil e informações falsas sobre fundo de campanha; entenda por que Pablo Marçal está inelegível

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    Em uma transmissão ao vivo na sexta-feira (21), o influenciador disse que vai recorrer da decisão; ele alegou que não chegou a ‘materializar’ os vídeos porque foi barrado pela equipe jurídica da campanha

    O influenciador Pablo Marçal (PRTB) foi condenado à inelegibilidade porque vendeu apoio político na campanha de 2024 Em vídeo publicado nas redes sociais, ele se ofereceu para gravar vídeos divulgando candidatos a vereador por R$ 5 mil. Em uma transmissão ao vivo na sexta-feira (21), o influenciador disse que vai recorrer da decisão. Ele alegou que não chegou a “materializar” os vídeos porque foi barrado pela equipe jurídica da campanha.

    Pablo Marçal foi candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2024 e terminou em terceiro lugar, com 1 719.274 de votos (28,14% dos votos válidos). Ao se oferecer para divulgar os vereadores, ele afirmou que estava “concorrendo a uma eleição desleal” porque não usou dinheiro público enquanto “os ‘bonitões’ gastam R$ 100 milhões para fazer propaganda enganosa”.

    “Você conhece alguém que queira ser vereador e é candidato, que não seja de esquerda, tá, esquerda não precisa avisar. Se essa pessoa é do bem e quer um vídeo meu para ajudar a impulsionar a campanha dela, você vai mandar esse vídeo e falar ‘mano, olha aqui que oportunidade, né?’ Essa pessoa vai fazer o quê? Ela vai mandar um Pix para a minha campanha de doação, Pix de cinco mil. Fez essa doação, eu mando o vídeo. Vai clicar aqui no formulário, clicou aqui no formulário, cadastra, a equipe vai entrar em contato. Tamo junto, fechou, você ajuda daqui em São Paulo e eu ajudo daí.”

    O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral, declarou Pablo Marçal inelegível por abuso de poder econômico e político, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos. A sentença afirma que a oferta feita pelo influenciador “foi levada a sério por candidatos a vereador que efetuaram doações confirmadas pelo requeridos” e teve “potencialidade para macular a integridade do processo eleitoral em razão do efeito que produziram na consciência política dos cidadãos”.

    O juiz Antonio Zorz afirmou ainda que ele espalhou fake news sobre o fundo partidário e se “colocou, de forma gravemente distorcida, como vítima de um sistema eleitoral desleal que não lhe permitiu usar financiamento público do fundo eleitoral”. Com isso, na avaliação do magistrado, o influenciador comprometeu a “normalidade e legitimidade” da eleição. Como a decisão foi tomada na primeira instância, há possibilidade de recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

    *Com informações do Estadão Conteúdo
    Publicado por Carol Santos

    Fonte: Jovem Pan News

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