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    Liderança do Brasil no Brics dará foco ao meio ambiente e paz mundial, diz Lula

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    Discussões sobre esses temas serão lideradas pelos sherpas, negociadores dos países do bloco, marcadas para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quarta-feira (26), durante a Primeira Reunião de Sherpas da Presidência Brasileira do Brics, que a liderança do país no bloco terá como foco principal a promoção da paz e a proteção do meio ambiente. “Os Brics também continuarão a ser peça-chave para que os ideais da Agenda 2030, do Acordo de Paris e do Pacto para o Futuro possam ser cumpridos. A presidência brasileira vai reforçar a vocação do bloco como espaço de diversidade e diálogo em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétricas”, disse o petista. Segundo ele, as iniciativas do bloco buscam diminuir as desigualdades nas relações internacionais, abordando questões que afetam diretamente os países em desenvolvimento.

    Durante sua fala, Lula enfatizou a urgência da cooperação em saúde no Sul Global, anunciando a criação de um mecanismo voltado para a defesa da saúde mundial. “A pobreza, a falta de acesso a serviços básicos e a exclusão social são o terreno fértil para doenças como tuberculose, malária e dengue e outras que, juntas, ameaçam cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas no mundo. Durante a nossa presidência, pretendemos lançar uma parceria para a eliminação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais negligenciadas”, afirmou. Outro ponto abordado pelo presidente foi a proposta de utilização de moedas locais nas transações financeiras entre os países do Brics.

    “A atual escalada protecionista na área de comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica. Aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”, garantiu. Essa medida visa reduzir os custos relacionados ao comércio e aos investimentos, facilitando a integração econômica entre as nações do bloco. Além disso, Lula defendeu a necessidade de uma governança equitativa em relação à inteligência artificial.

    Ele sugeriu a elaboração de uma Declaração de Líderes que aborde as diretrizes e responsabilidades no uso dessa tecnologia emergente. “Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital é uma responsabilidade compartilhada”, disse o presidente.

    As discussões sobre esses temas serão lideradas pelos sherpas, que são os negociadores dos países do Brics. Essas conversas são preparatórias para a Cúpula de Líderes, que está marcada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, onde as propostas serão debatidas em um nível mais elevado.

    *Reportagem produzida com auxílio de IA
    Publicada por Matheus Oliveira

    Fonte: Jovem Pan News

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