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    Acusado de matar taxista em Portugal é absolvido pela segunda vez em Campo Grande

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    Weslley Primo reafirmou legítima defesa e voltou a ser inocentado pelo júri após decisão do STF anular primeiro julgamento

    Após mais de uma década do crime que chocou Portugal, Weslley Ribeiro Primo foi novamente absolvido nesta terça-feira (29) da acusação de matar o taxista Virgílio da Silva Cabral, de 66 anos. O novo julgamento aconteceu na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, e o réu reafirmou que agiu em legítima defesa.

    O assassinato ocorreu em 3 de maio de 2014, em Lisboa. Virgílio foi esfaqueado 38 vezes. De acordo com Weslley, ele apenas reagiu a uma tentativa de abuso sexual cometida pela vítima. “Eu agi para me defender, só queria sair dali. Não pensei em tirar a vida dele”, declarou ao juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.

    Weslley nasceu em Campo Grande, mas vivia em Portugal desde os 9 anos. Na época do crime, ele e o taxista — que já prestava serviços para sua família — teriam combinado de ir juntos a uma balada. O acusado afirma que, ao passarem na casa do taxista para ele trocar de roupa, acabou trancado no local e ameaçado.

    O caso foi julgado pela primeira vez em 2017, também em Campo Grande, em um processo inédito de cooperação internacional. Apesar de o crime ter ocorrido em Portugal, o julgamento aconteceu no Brasil devido a entraves no pedido de extradição e à compatibilidade entre os códigos penais dos dois países. Na ocasião, Weslley foi absolvido, mas a decisão acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal, que entendeu que a sentença contrariava as provas do processo.

    Mesmo após a decisão do STF, o acusado manteve a mesma versão dos fatos no novo julgamento. Ele viajou 12 horas do Pará, onde mora atualmente com a esposa e os filhos, até a Capital sul-mato-grossense para participar do júri.

    A defesa pediu a absolvição com base em várias teses: legítima defesa, clemência dos jurados, violenta emoção e até afastamento da qualificadora, caso houvesse condenação. Após os argumentos apresentados, os jurados decidiram, mais uma vez, pela absolvição.

    Segundo a denúncia do MPMS, o crime foi cometido com “meio cruel e insidioso”. A vítima foi atingida por facadas no rosto, pescoço, tórax, abdômen, ombro e couro cabeludo. No entanto, a causa da morte foram os golpes que atingiram a medula espinhal, a veia jugular e a artéria subclavicular direita. Weslley fugiu em seguida, mas acabou preso no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande, no ano seguinte.

    Com o novo veredito, o caso pode finalmente chegar ao fim, salvo se o Ministério Público decidir recorrer mais uma vez. Até lá, Weslley segue em liberdade.

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