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    Greve na Argentina contra reajustes de Milei faz voos serem cancelados e afeta circulação de metrô

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    Diferentemente das greves de janeiro e maio do ano passado, as ruas de Buenos Aires apresentaram adesão mista, principalmente porque o principal sindicato dos motoristas de ônibus não cumpriu a medida

    A Argentina enfrenta nesta quinta-feira (10) sua terceira greve geral em protesto contra as medidas de ajuste fiscal implementadas pelo governo de Javier Milei. A mobilização, organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), conta com a participação de sindicatos de várias áreas, como transporte, educação, saúde e administração pública, resultando em voos cancelados e a interrupção do metrô e dos trens na capital, Buenos Aires. Diferentemente das greves de janeiro e maio do ano passado, as ruas de Buenos Aires apresentaram adesão mista, principalmente porque o principal sindicato dos motoristas de ônibus não cumpriu a medida, facilitando assim o deslocamento para o trabalho. A adesão foi alta entre os funcionários públicos, mas muitas lojas estavam abertas e parte do transporte público circulava. Estações de trem e metrô estavam vazias, e mais de 250 voos foram cancelados nesta terceira paralisação liderada pelos principais sindicatos desde que Milei chegou ao poder em dezembro de 2023. A estatal Aerolíneas Argentinas, maior companhia aérea do país, informou que 20.000 passageiros foram afetados pelo cancelamento de 258 voos, 17 deles em rotas internacionais, o que representa um custo estimado de 3 milhões de dólares (17 milhões de reais) para a empresa.

    A CGT critica o impacto desproporcional do ajuste fiscal sobre trabalhadores e aposentados, enquanto o setor financeiro continua a lucrar. A central sindical expressa sua insatisfação com as privatizações e os cortes nos orçamentos destinados à saúde e à educação, exigindo negociações para aumentos salariais e a retomada de obras públicas. A “ação sindical” de 36 horas começou na quarta-feira (9) com uma manifestação em frente ao Congresso para acompanhar a marcha semanal dos aposentados, os mais afetados pelos cortes de Milei, e continuará até meia-noite de sexta-feira (11). “A adesão dos servidores públicos é enorme, todos os escritórios estão fechados”, comemorou Rodolfo Aguiar, secretário-geral da associação da classe, à rádio La Red. “É a medida de resistência de maior consenso na rejeição às políticas do governo nacional”.

    Por outro lado, o governo argumenta que os cortes de gastos são essenciais para a recuperação econômica e para a redução da inflação, que apresentou uma queda significativa, passando de 289% em março de 2024 para 66% em fevereiro de 2025. No entanto, opositores afirmam que os trabalhadores e as camadas mais vulneráveis da população estão suportando o peso da estabilização dos preços. A situação da pobreza na Argentina é alarmante, com mais de 54% da população vivendo nessa condição no primeiro semestre de 2024. Contudo, esse índice apresentou uma leve melhora, caindo para 38% no segundo semestre do mesmo ano. A greve deixa o governo em suspense depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na terça-feira que o acordo técnico de 20 bilhões de dólares (118 bilhões de reais) com a Argentina está pronto para revisão pelo conselho de diretores da organização “nos próximos dias”.

    A greve marca uma deterioração no clima social após dezenas de milhares de demissões e 15 meses consecutivos de queda no consumo durante a presidência de Milei. Ao ajustar os gastos públicos, o presidente reduziu a inflação de 211% em 2023 para 118% no ano passado, o que ajudou a trazer a pobreza de volta aos níveis de 2023 (38%), após tê-la reduzido para 52,9% no primeiro semestre de seu governo.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Sarah Paula

    Fonte: Jovem Pan News

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