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    Parlamentares cobram explicações após afastamento do presidente do INSS por suspeita de fraudes

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    Operação da Polícia Federal apura descontos indevidos realizados por entidades em aposentadorias e pensões previdenciárias; esquema teria provocado prejuízo de R$ 6,3 bilhões

    O afastamento do presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (23), gerou forte reação no Congresso Nacional. Parlamentares da oposição cobraram explicações do governo federal e criticaram a gestão da Previdência Social diante das suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias. Stefanutto foi afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos realizados por entidades em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria provocado prejuízo de aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    Diante da gravidade das denúncias, a deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Previdência Social. No documento, ela pede detalhes sobre as medidas adotadas para prevenir fraudes, a lista de servidores afastados, além de possíveis vínculos entre Stefanutto e integrantes do governo federal. “É inaceitável que o governo Lula permita a existência de uma verdadeira indústria de fraudes bilionárias dentro do INSS”, afirmou a parlamentar.

    O senador Dr. Hiran (PP-RR) também se manifestou com uma nota de repúdio. Segundo ele, o escândalo representa “uma afronta inadmissível aos direitos e à dignidade de milhões de brasileiros que dependem do INSS para garantir uma vida minimamente digna”. O senador pediu esclarecimentos imediatos do Ministério da Previdência e punição rigorosa aos responsáveis. Ele destacou que o suposto envolvimento de gestores do alto escalão do instituto em práticas criminosas abala a confiança da população nas instituições públicas e “penaliza diretamente os mais vulneráveis”.

    A indicação de Stefanutto ao cargo também virou alvo de questionamentos. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o partido não participou da escolha e que a nomeação foi feita diretamente pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). Stefanutto, embora tenha ligação anterior com o PSB, filiou-se ao PDT em fevereiro deste ano.

    Nas redes sociais, políticos da oposição também reagiram. A deputada Carla Zambelli (PL-SP) escreveu: “Algum espanto que o escândalo envolve um indicado de Lula?”. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou: “Os mesmos métodos, os mesmos personagens. O PT não esqueceu nada… E não aprendeu nada”. O Ministério da Previdência ainda não se pronunciou oficialmente sobre o requerimento da deputada nem sobre as cobranças do Congresso.

    Fonte: Jovem Pan News

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