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    Bolsonaro deve continuar tratamento contra soluços com medicamentos

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    Médicos explicaram em coletiva que o caso do ex-presidente é raro, mas que o quadro melhorou e a previsão de alta continua para amanhã, dia 1º

    O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta quarta-feira (1º), um dia após a virada do ano, após permanecer internado por 7 dias. A previsão consta em boletim médico divulgado nesta terça-feira (31), que aponta evolução satisfatória do pós-operatório após quatro procedimentos cirúrgicos realizados ao longo da internação. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde se recupera de uma herniorrafia inguinal bilateral realizada por via convencional. Segundo a equipe médica, houve melhora do quadro de soluços, que motivou investigações adicionais durante o período de internação.

    Exames complementares incluíram uma endoscopia digestiva alta, que evidenciou a persistência de esofagite e gastrite. De acordo com o boletim, o ex-presidente segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, além de realizar fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno — indicada após o diagnóstico de apneia do sono severa — e medidas preventivas para trombose.

    Durante a internação, Bolsonaro também foi submetido a bloqueios do nervo frênico na tentativa de controlar os soluços persistentes. Os procedimentos reduziram a intensidade dos episódios, mas não eliminaram completamente o sintoma, levando os médicos a apontarem uma provável origem no sistema nervoso central. O controle do quadro, segundo a equipe, seguirá prioritariamente por meio de tratamento medicamentoso, com avaliação de alternativas não medicamentosas.

    Os médicos relataram ainda oscilações no estado emocional do paciente, com piora nos períodos de crises prolongadas de soluços, o que levou a ajustes nas medicações de suporte emocional ao longo do tratamento.

    Em entrevista, a equipe explicou o resultado dos procedimentos realizados:

    “O bloqueio dos dois lados diminuiu a intensidade dos soluços, mas não cessou o quadro. Isso mostra que o estímulo não vem do pescoço para baixo, mas provavelmente do sistema nervoso central, o que indica que o manejo deve ser principalmente medicamentoso”, afirmaram os médicos.

    Também durante a entrevista, o médico Brasil Caiado explicou que o quadro de Bolsonaro é extremamente raro. “Esse tipo de quadro, a gente denomina de soluços persistentes ou intratáveis. São quadros extremamente raros e são decorrentes de outras doenças, mais comumente pós-cirurgia no abdômen, que é um problema que o presidente tem, e também de doenças do trato gastrointestinal, que também ele tem, e outras doenças neurológicas”.

    Após a alta, prevista para a manhã desta quarta-feira, Bolsonaro seguirá com acompanhamento ambulatorial. A equipe médica destacou a necessidade de manutenção rigorosa dos cuidados fora do ambiente hospitalar, especialmente em relação ao uso contínuo do CPAP durante a noite e à prevenção de riscos, como quedas.

    Fonte: Jovem Pan News

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