“O jogo só acaba, quando termina”. Este ditado popular, que para alguns pode parecer banal, na realidade é uma das máximas mais valiosas e importantes quando tratamos de futebol.
A grande final da Copa Africana de Nações deste domingo (18), protagonizada por Senegal e Marrocos, é mais um daqueles embates épicos que reforça esta máxima: um pênalti em favor da seleção do Maghreb nos acréscimos do tempo regulamentar parecia que seria o “punhal” nas esperanças dos Leões de Teranga. Mas quis o destino que um enredo épico fosse escrito e eternizado pela equipe liderada por Sadio Mané e Édouard Mendy.
Superior em volume de jogo e oportunidades criadas durante os mais de 100 minutos de bola rolando, Senegal viu o goleiro marroquino Bono ser o grande protagonista do tempo regulamentar, evitando pelo menos dois gols em chances claras dos Leões de Teranga.
Quando a definição do campeão africano parecia caminhar para a prorrogação, uma penalidade bastante duvidosa foi assinalada em favor de Marrocos, já nos acréscimos do 2T. Revoltados com a marcação da arbitragem, os jogadores senegaleses decidiram deixar o campo em protesto, mas foram convencidos depois de longos minutos a retornar. E foi então que o improvável aconteceu.
Brahim Díaz, do Real Madrid, tomou posição para cobrar a penalidade mais importante de sua carreira. No gol adversário, o experiente Édouard Mendy, dono de um vasto currículo marcado por conquistas de peso com o Chelsea. No confronto entre juventude e experiência, melhor para o senegalês, que permaneceu parado sob as linhas da trave, esperando uma cobrança de Brahim no centro do gol. E assim foi, em uma das piores tentativas de cavadinha da história recente do futebol.
O pênalti defendido por Mendy já aos 20′ de acréscimo do tempo regulamentar mandou a decisão da CAN para o tempo extra, a famosa prorrogação. Nela, foi a vez de Pape Gueye também se consagrar herói, marcando um golaço em uma pancada absurda de longa distância, sem chances para Bono. Senegal bicampeão africano!
Fonte: 90min


