O Estado atingiu a maior marca de sua série histórica, com mais de 58% da população adulta com o nome sujo; bancos e cartões de crédito continuam sendo os principais motivos do endividamento.
Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com um cenário crítico de inadimplência, registrando 127,7 mil novos nomes nos cadastros de restrição ao crédito. Isso representa uma média alarmante de 505 novas negativações por dia útil ao longo do ano passado.
Panorama da Dívida no Estado
Ao final de dezembro de 2025, o volume total de moradores inadimplentes no estado chegou a 1.257.626 pessoas.
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Percentual da População: O número equivale a 58,12% da população adulta de Mato Grosso do Sul.
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Volume de Débitos: Esses consumidores acumulam um total de 5,69 milhões de dívidas em aberto.
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Montante Financeiro: O valor total das pendências financeiras atinge R$ 9,65 bilhões.
Os Principais “Vilões” do Orçamento
A distribuição das dívidas por setor mostra que o crédito bancário é o principal responsável pela negativação dos sul-mato-grossenses:
| Setor Credor | Porcentagem do Total |
| Bancos e Cartões de Crédito | 27,36% |
| Financeiras (empresas de crédito não bancárias) | 18,14% |
| Contas Básicas (Energia e Telefonia) | 16,17% |
| Serviços Diversos | 14,95% |
| Varejo, Telecom, Securitizadoras e Cooperativas | Restante |
Situação por Município
As maiores cidades do estado concentram os maiores volumes de dívidas e pessoas negativadas:
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Campo Grande: Lidera com 490.438 inadimplentes e um montante de R$ 4,44 bilhões em débitos, o que resulta em um ticket médio de R$ 9.062,62 por devedor.
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Dourados: Registra 105.540 consumidores negativados, somando R$ 819,3 milhões em dívidas.
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Três Lagoas e Corumbá: Apresentam dívidas médias por consumidor de R$ 7,2 mil e R$ 6,9 mil, respectivamente.
Cenário Nacional e Perspectivas para 2026
O recorde estadual acompanha a tendência brasileira, que fechou dezembro de 2025 com 81,2 milhões de negativados, a maior marca da história do país.
Apesar dos números negativos, uma pesquisa da Serasa indica um otimismo cauteloso para o novo ano: 92% dos brasileiros pretendem organizar suas finanças em 2026. As principais metas incluem pagar dívidas (34%), reduzir gastos (33%) e definir metas de economia (31%).


