spot_img
Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalTrump pede US$ 1 bi por lugar em seu ‘Conselho de Paz’...

    Trump pede US$ 1 bi por lugar em seu ‘Conselho de Paz’ mundial

    Publicado há

    spot_img

    Casa Branca convidou vários líderes a participar do grupo, concebido originalmente para supervisionar a reconstrução de Gaza

    O presidente americano, Donald Trump, quer que os países que integrarem seu “Conselho de Paz” paguem US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) por um lugar neste organismo, que se atribui a missão de “promover a estabilidade” no mundo, segundo seus “estatutos”, aos quais a reportagem teve acesso nesta segunda-feira (19).

    A Casa Branca convidou vários líderes mundiais a participar desta junta, presidida pelo próprio Trump, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin; o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban; e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.

    Os países-membros – representados por seus chefes de Estado ou de governo – poderiam aderir pelo prazo de três anos ou por mais tempo se pagarem mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros durante o primeiro ano, diz a carta fundacional.

    “O Conselho de Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e legítima, e garantir uma paz duradoura nas regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, diz o preâmbulo destes estatutos, enviados para uma série de países convidados.

    O texto critica “as muitas abordagens de paz” que “institucionalizam crises em vez de permitir que as pessoas prosperem”, em uma alusão clara às Nações Unidas. Igualmente, considera que é preciso contar com “uma organização de paz internacional mais ágil e eficaz”.

    Trump será “o presidente inaugural do Conselho de Paz”, com amplos poderes, e o único autorizado a convidar discricionalmente os países a participar, tendo a última palavra nas votações. Igualmente, poderá revogar a participação de uma nação, exceto em caso de veto por dois terços dos Estados integrantes.

    Terá, ainda, “autoridade exclusiva” para “criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias” do Conselho de Paz, e será “a autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação” dos estatutos fundacionais.

    “Cada Estado-membro exercerá um mandato de não mais de três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Esta filiação de três anos não será aplicada aos Estados-membros que aportarem mais de 1 bilhão de dólares em recursos financeiros ao Conselho de Paz no primeiro ano de vigência desta Carta”, acrescenta o documento.

    Esta junta foi concebida originalmente para supervisionar a reconstrução de Gaza, devastada por dois anos de guerra, mas seu estatuto não parece limitar suas funções ao território palestino ocupado.

    A reação inicial de França e Canadá, aliados fundamentais, foi fria.

    A França “não tem previsão de dar uma resposta favorável” ao convite, disse à AFP uma fonte próxima ao presidente Emmanuel Macron.

    Esta iniciativa “planeja questões de grande alcance, em particular em relação ao respeito pelos princípios e pela estrutura das Nações Unidas, que em nenhum caso podem ser postos em causa”, acrescentou o informante, detalhando que as expectativas iniciais eram de que a iniciativa se dirigisse a Gaza.

    O Ministério francês das Relações Exteriores recordou o “apego” da França “à Carta das Nações Unidas (…), pedra angular de um multilateralismo eficaz, no qual o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a solução pacífica das controvérsias prevalecem sobre a arbitrariedade, as relações de força e a guerra” acrescentou.

    A França tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e direito de veto.

    Uma fonte do governo canadense disse que “o Canadá não pagará por um assento no conselho, nem foi solicitado ao Canadá neste momento”, após o primeiro-ministro indicar que aceitaria um convite para se unir.

    Paul Williams, professor de Assuntos Internacionais na Universidade George Washington, lembrou à AFP que a resolução do Conselho de Segurança aprovada em outubro que respalda o plano de paz de Trump para Gaza concedeu apenas ao “Conselho de Paz” autoridade para agir em relação ao território palestino.

    A ideia parece ir contra organizações internacionais, como as Nações Unidas, ao afirmar que este conselho deveria ter “a coragem de se distanciar de abordagens e instituições que fracassaram com muita frequência”.

    Trump critica regularmente as Nações Unidas e anunciou, este mês, que seu país vai se retirar de 66 organizações de tratados internacionais, aproximadamente a metade vinculados à ONU.

    O “Conselho de Paz” começou a tomar forma no último sábado com convites de adesão aos líderes de Egito, Turquia, Argentina, Canadá e Brasil.

    Trump também nomeou como membros seu secretário de Estado, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; seu principal negociador no tema de conflitos, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner.

    Israel se opôs à composição de um “conselho executivo para Gaza”, que vai operar dentro do organismo geral e que inclui o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, e o diplomata catari Ali Al-Thawadi.

    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Palmeiras goleia o Vitória e assume vice-liderança no Brasileirão 2026

    Verdão vence por 5 a 1 e emplaca a maior goleada do campeonato. Andreas Pereira se destaca com três assistências.

    Grêmio goleia Botafogo em jogo emocionante pelo Brasileirão

    Tricolor Gaúcho marca cinco gols e garante a vitória na Arena. Destaque para Carlos Vinícius e Tetê.

    Rodrigo de Castro assume União Brasil em MG e Pacheco pode se filiar

    Mudança facilita filiação do senador Rodrigo Pacheco. Aliança com Lula em Minas ganha força.

    Santos Empata Clássico e Segue Sem Vencer no Brasileirão

    Peixe e São Paulo ficam no 1 a 1 na Vila Belmiro. Torcida protesta contra diretoria e técnico.

    Relacionado

    Homem é condenado à prisão perpétua por tentar matar Trump

    Ryan Routh tentou assassinar Donald Trump em 2024. O crime ocorreu em um campo de golfe na Flórida.

    Putin e Xi Discutem Cooperação e Críticas aos EUA em Videoconferência

    Líderes da Rússia e China reforçam laços econômicos e trocam avaliações sobre política global.

    EUA Retiram Agentes de Imigração Após Assassinatos em Minnesota

    Czar da fronteira anuncia a medida após protestos e indignação pública.