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    Segundo mandato de Trump completa um ano: veja as decisões que marcaram o retorno à Casa Branca

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    Gestão foi marcada por tarifas globais e deportações em massa somadas a conflitos diplomáticos e operações militares na Venezuela e no Oriente Médio

    Donald Trump completa nesta terça-feira (20) o primeiro ano de seu segundo mandato à frente dos Estados Unidos. O período foi caracterizado por uma postura imprevisível na condução das relações internacionais e por medidas drásticas na política doméstica, afetando desde o sistema judiciário até o comércio global. Ao longo de 12 meses, o republicano consolidou uma agenda que redefiniu alianças históricas e gerou tensões diplomáticas e econômicas.

    Internamente, a imigração foi um dos pilares centrais da gestão. Embora a promessa de expulsão total de imigrantes não tenha se concretizado integralmente, o governo mobilizou mais de 20 mil agentes para atuar além das fronteiras, resultando na deportação de 605 mil pessoas e em quase 2 milhões de saídas voluntárias até dezembro. A nova diretriz gerou episódios de violência, como a morte de uma cidadã americana em Minnesota, que desencadeou protestos.

    A relação com as instituições democráticas também foi impactada. Logo no primeiro dia de governo, Trump concedeu perdão presidencial a cerca de 1.500 envolvidos na invasão ao Capitólio de 2021. Ao longo do ano, a administração cortou verbas e abriu investigações contra grandes universidades, além de mover processos bilionários contra a imprensa e ameaçar escritórios de advocacia que atuassem contra a gestão.

    O cenário econômico foi impactado por uma política protecionista agressiva. Em abril, o governo anunciou um aumento súbito de tarifas para 185 países. O Brasil, inicialmente taxado em 10%, viu as alíquotas subirem para 50% em meio a divergências políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A situação foi normalizada apenas após uma reunião bilateral entre Trump e Lula em outubro, resultando na retirada progressiva do tarifaço.

    No palco global, a postura dos EUA oscilou entre o intervencionismo militar e o isolacionismo. A gestão fechou a USAID, agência de ajuda humanitária, e retirou os EUA de certos protocolos de saúde, como a recomendação de seis vacinas infantis. Por outro lado, o governo intensificou a presença militar no Caribe, onde operações contra o tráfico resultaram em mais de 100 mortes e críticas da ONU. A ofensiva culminou em uma operação na Venezuela que capturou Nicolás Maduro.

    As alianças tradicionais também foram testadas. Enquanto a parceria com Israel se fortaleceu, levando inclusive a ataques a instalações nucleares iranianas, a relação com a Ucrânia se deteriorou, com críticas públicas a Volodymyr Zelensky. Simultaneamente, Trump manteve uma diplomacia ambígua com Vladimir Putin e chegou a pressionar a Dinamarca para a venda da Groenlândia, sob ameaça de sanções comerciais.

    O ano também foi marcado por controvérsias pessoais envolvendo o presidente. Apesar de sancionar uma lei exigindo a liberação de documentos sobre o caso Jeffrey Epstein, menos de 1% dos arquivos foram divulgados, mesmo após vazamentos de e-mails indicarem vínculos entre Trump e o bilionário.

    Fonte: Jovem Pan News

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