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    De “Cangaço Digital” a Fraudes Milionárias: O Histórico de Natan Martins Moraes

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    Condenado a 12 anos por invadir sistemas bancários em 2023, Natan voltou a ser preso nesta semana na Operação Chargeback por um novo esquema de R$ 4 milhões.

    A trajetória de Natan Martins Moraes no crime organizado de Mato Grosso do Sul revela a transição da criminalidade violenta para a sofisticação tecnológica. Preso na última terça-feira (20/01/2026) durante a Operação Chargeback, Natan já carregava uma condenação pesada por integrar o chamado “Cangaço Digital”.

    O “Cangaço Digital” (Operação Bypass)

    Em 2023, o grupo de Natan ganhou destaque nacional por substituir fuzis por dispositivos eletrônicos.

    • O Golpe: Através de um dispositivo instalado no notebook de um gerente bancário, a quadrilha realizou 129 transferências ilegais, totalizando R$ 1,5 milhão.

    • Condenação: Natan foi sentenciado a 12 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa.

    • Composição: Entre os condenados estão figuras como um ex-jogador da seleção de futebol para amputados e outros cinco comparsas, cujas penas somadas passam de 75 anos.

    A Nova Prisão: Operação Chargeback

    Mesmo com a condenação recente, Natan teria liderado um novo esquema que causou um prejuízo de R$ 4 milhões ao longo de três anos.

    Como funcionava a fraude:

    1. Vendas Fictícias: O grupo utilizava empresas de fachada e máquinas de cartão para simular vendas inexistentes.

    2. Antecipação de Valores: Após a transação, a quadrilha solicitava ao banco a antecipação do recebimento do dinheiro.

    3. O Golpe (Chargeback): Antes que os bancos ou os titulares dos cartões notassem a irregularidade e pedissem o estorno (chargeback), o dinheiro já havia sido sacado e ocultado.

    4. Lavagem de Dinheiro: Os lucros eram convertidos em imóveis, veículos importados e mantidos em contas que agora somam R$ 2 milhões bloqueados judicialmente.

    Perfil dos Envolvidos

    A Operação Chargeback revelou que o grupo recrutava pessoas de diferentes áreas para diversificar o esquema:

    • Militar do Exército: João Pedro Ferreira Barbosa.

    • Atendente de Cozinha: Breno Maurício da Costa Bueno.

    • Equipamentos: Foram apreendidas dezenas de máquinas de cartão, computadores e até uma pistola com numeração raspada.

    A investigação, conduzida pelo Garras, reforça que o “Cangaço Digital” não é um evento isolado, mas uma estrutura permanente que se adapta para continuar explorando vulnerabilidades do sistema financeiro nacional.

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