spot_img
Quarta-feira, 4 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalEUA divulgam documento em que defendem ‘restaurar supremacia militar’ no Ocidente

    EUA divulgam documento em que defendem ‘restaurar supremacia militar’ no Ocidente

    Publicado há

    spot_img

    Documento divulgado na sexta-feira (23) pelo Departamento de Guerra relata que prioridades serão o controle de áreas estratégicas e o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental

    O Departamento de Guerra dos EUA formalizou na sexta-feira (23), em sua Estratégia Nacional de Defesa (NDS) de 2026, o objetivo de restaurar o domínio militar norte-americana no Hemisfério Ocidental. O documento, assinado pelo Secretário de Guerra Pete Hegseth, afirma que o país deseja restaurar “a supremacia militar americana no Hemisfério Ocidental para proteger nossa pátria e nosso acesso a terrenos estratégicos em toda a região”.

    Documento faz citação ao “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, uma atualização da política do século XIX que visa assegurar que adversários não exerçam influência ou posicionem capacidades ameaçadoras na região. Para exemplificar, o departamento cita a atuação militar contra organizações criminosas na América, classificando traficantes de drogas como “narcoterroristas“.

    O texto afirma que os EUA “buscarão desenvolver as capacidades dos parceiros regionais para degradar essas organizações”, mas ressalta que o país agirá de forma unilateral e decisiva caso os governos locais não o façam.

    Relatório cita operações recentes, como a captura de Nicolás Maduro (a chamada “Absolute Resolve”), indicando que a força militar será utilizada com “velocidade, poder e precisão” contra grupos que ameacem a saúde pública ou a segurança dos EUA por meio do tráfico de entorpecentes.

    Washington também endureceu o tratamento diplomático. Os EUA retiraram a certificação da Colômbia na luta contra as drogas, por exemplo, uma medida que rebaixa o status do antigo aliado e que reflete o aviso no documento de que parceiros que “não fizerem a sua parte” sofrerão consequências.

    Um outro pilar do plano de Trump é a garantia de acesso militar e comercial exclusivo dos EUA a terrenos considerados vitais. O Pentágono cita nominalmente três áreas de interesse crítico:

    Segundo o documento, o governo não pretende mais ceder influência sobre essas áreas e está preparado para apresentar “opções militares confiáveis” para assegurar esse domínio.

    A captura de Maduro foi coordenada a partir de uma sala de situação em Mar-a-Lago, na Flórida, acompanhada por Donald Trump, e executada após meses de treinamento em réplicas do esconderijo do ditador venezuelano.

    O venezuelano foi capturado em 3 de janeiro, em Caracas, onde forças de elite realizaram uma incursão após neutralizarem as defesas locais com um blecaute tecnológico e o apoio de mais de 150 aeronaves, incluindo caças F-35 e bombardeiros. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por volta das 3h da manhã enquanto tentavam se refugiar em uma sala. A retirada de ambos aconteceu em menos de 20 minutos, com a utilização de helicópteros e levando-os inicialmente para o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima.

    Depois, Maduro foi transferido para os EUA, onde enfrentará a Justiça. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o indiciamento no Distrito Sul de Nova York inclui crimes de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras.

    O presidente Lula (PT) repudiou a ação militar norte-americana na Venezuela, classificando os bombardeios e a captura de Maduro como uma “flagrante violação do direito internacional“. Em publicação nas redes sociais, o petista afirmou que o ataque representa uma afronta gravíssima à soberania venezuelana e estabelece um “precedente extremamente perigoso” onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

    Lula convocou uma reunião ministerial de emergência para tratar do tema e defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) dê uma resposta veemente ao episódio. Embora o governo brasileiro tenha mantido um distanciamento de Maduro por não reconhecer o último pleito eleitoral, a diplomacia brasileira reforçou que condena o uso da força.

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Câmara: Salários podem atingir R$ 77 mil com nova lei

    Senado aprova projeto que eleva salários de servidores da Câmara via gratificação. A proposta segue para sanção presidencial.

    Programa ‘Gás do Povo’ Aprovado no Senado

    Senado aprova programa que deve beneficiar 17 milhões de famílias com gás de cozinha gratuito.

    STF libera emendas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro

    Ministro Dino autoriza suplentes a usarem emendas, mas nega pedido para Zambelli.

    Bolsonaro e aliados: STM julga perda de patentes

    Ministério Público Militar pede ao STM a cassação de patentes de Bolsonaro e aliados por crimes contra a democracia.

    Relacionado

    Câmara dos EUA aprova pacote de US$ 1,2 trilhão

    Pacote evita paralisação do governo até setembro. Trump deve assinar.

    Clinton depõe sobre Epstein: Evita desacato nos EUA

    Bill e Hillary Clinton concordam em depor sobre Jeffrey Epstein. Decisão evita votação por desacato no Congresso.

    Menino de 13 anos nada por socorro e salva família na Austrália

    Após temporal afastar família da costa, adolescente nadou 4 km e buscou ajuda. Ato heróico garantiu o resgate.