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    Hamas acusa Israel de impor condições ‘impossíveis’ para passagem de Rafah

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    A fonte advertiu que desta forma se consolidaria “o controle israelense sobre a fronteira sul de Gaza”

    O movimento islâmico Hamas acusou Israel nesta segunda-feira de impor “condições impossíveis” para reabrir a passagem fronteiriça de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, “obstaculizando” assim os esforços internacionais para aliviar a crise humanitária no enclave, segundo informou à Agência EFE uma fonte do grupo.

    O informante, que pediu anonimato, afirmou que as condições israelenses incluem o estabelecimento de um posto de controle adicional de Israel após o palestino dentro da travessia, algo que concederia “um controle indireto de segurança” sobre a passagem.

    A fonte do Hamas detalhou que o plano exige que aqueles que entrarem em Gaza passem primeiro pela passagem de Rafah e depois sigam por uma rota que leva a uma inspeção israelense.

    Ainda segundo o informante, as condições também incluem “a proibição da entrada de palestinos nascidos fora da Faixa durante ou antes da guerra, com uma recusa firme em permitir que o número de pessoas que entram em Gaza supere o das que saem”, provocando assim um êxodo líquido da população.

    A terceira condição implica o deslocamento da passagem para o triângulo fronteiriço próximo ao cruzamento de Kerem Shalom, no que é conhecido como “Rafah 2”, acrescentou, denunciando que isto “é uma tentativa de inutilizar permanentemente a tradicional passagem de Rafah e o corredor Filadélfia” – a fronteira de 14 quilômetros entre Gaza e Egito.

    A fonte advertiu que desta forma se consolidaria “o controle israelense sobre a fronteira sul de Gaza”, ressaltando que o Egito “rejeitou qualquer mudança na gestão da travessia, enfatizando que deve estar sob controle conjunto palestino-egípcio”.

    A reação ocorre após o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar na madrugada desta segunda-feira que a passagem será reaberta apenas para o fluxo de pessoas, assim que for concluída a busca pelo corpo do último refém ainda em Gaza.

    No entanto, Israel não confirmou nenhuma data, apesar de na última quinta-feira o presidente do comitê palestino tecnocrata, Ali Shaaz, ter assegurado que a abertura ocorreria ainda esta semana.

    A passagem de Rafah deveria ter sido reaberta na fase inicial do cessar-fogo negociado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em outubro do ano passado, mas Israel tem imposto obstáculos durante estes meses.

    Este cruzamento, o principal ponto de saída e entrada entre Gaza e o exterior e o único que não era controlado por Israel, mantém-se praticamente fechado desde maio de 2024, depois que o Exército israelense ocupou a parte palestina dessa passagem terrestre.

    *EFE

    Fonte: Jovem Pan News

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