Entre os convocados para depor no STF estão o superintendente do Banco de Brasília, o diretor do Master, empresários e ex-sócio das empresas financeiras
A Polícia Federal (PF) retoma nesta terça-feira (27) os depoimentos dos investigados na operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Os depoimentos ocorrem no Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do relator do caso, ministro Dias Toffoli.
Devem ser ouvidos hoje, a partir das 10h:
Os depoimentos do diretor da Tirreno, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, e do empresário Henrique Souza e Silva Peretto também estavam previstos para ontem, mas foram adiados a pedido das defesas. A Tirreno é apontada como a empresa de fachada usada para vender títulos inexistentes ao Banco de Brasília.
Quem foi ouvido ontem:
O Banco de Brasília anunciou, no dia 28 de março de 2025, uma proposta de compra do Banco Master com o objetivo de formar um novo conglomerado, controlado pela estatal. O processo, no entanto, levantou polêmicas, dada a desconfiança sobre a qualidade dos ativos do Master e, no da 3 de setembro o Banco Central reprovou o negócio.
A partir daí, investigações em torno do Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, indicam que uma estrutura baseada em operações irregulares, fraudulentas ou enganosas, como mostrada nesta reportagem.
Na prática, todas as operações que estão sob investigação tinham como objetivo aparente tentar mostrar a solidez dos números do banco, para que ele continuasse fazendo negócios.
O Banco Master apresentou nos últimos anos crescimento exponencial ao emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que pagavam retornos ao investidor acima da média do mercado – com a propaganda de venda baseada no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
As investigações indicam que o balanço do Master mostra ativos inflados artificialmente via fundos com suspeita de serem turbinados ou com crédito consignado aparentemente frágil, enquanto os passivos eram bem maiores.
A primeira etapa da operação chegou a prender o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025, um dia antes de o BC determinar a liquidação do Master. Ele é acusado de liderar o esquema que vendeu créditos fictícios ao BRB. Vorcaro, porém, acabou solto.
Depois do Banco Master, foram liquidados a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust, no último dia 15, e o Will Bank, na quarta-feira (21).
Fonte: Jovem Pan News


