O temporal que atingiu a região nesta terça-feira (27) eliminou os focos ativos no Nabileque e na Baía do Tuiuiú; satélites da NASA confirmam a ausência de fogo na área.
Após dias de combate intenso, as queimadas que atingiam o Pantanal de Corumbá foram completamente extintas pela força da natureza. De acordo com o Inmet, o acumulado de chuva nas últimas 24 horas chegou a 136,8 milímetros, volume suficiente para debelar as chamas que já ultrapassavam a fronteira com a Bolívia.
Monitoramento e Impacto Ambiental
Embora as chamas tenham cessado, o rastro de destruição revela o impacto sobre a fauna local:
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Fim do Combate: O Corpo de Bombeiros confirmou que as equipes em campo foram desmobilizadas, mas o monitoramento via satélite permanece ativo.
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Fauna Atingida: Na Baía do Tuiuiú e no Nabileque, agentes encontraram animais carbonizados, como uma jiboia e um sapo, evidenciando a letalidade do fogo em áreas de difícil acesso.
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Satélites: Dados da NASA indicam que, no momento, não há registros de novos focos de calor na região.
Previsão de Seca para 2026
Apesar do alívio imediato trazido pela tempestade, especialistas da Embrapa Pantanal mantêm o alerta para o restante do ano:
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Seca Acentuada: Interpretações climáticas indicam que 2026 terá chuvas abaixo da média, aumentando a suscetibilidade ao fogo nos próximos meses.
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Alertas de Tempestade: Corumbá e outros 78 municípios de MS seguem sob alerta do Inmet nesta quarta (28) e quinta-feira (29) para ventos de até 60 km/h e chuvas de até 50 mm/dia.
Histórico de Queimadas
O controle atual contrasta com os anos anteriores:
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2024: O pior ano da história, com mais de 2,3 milhões de hectares consumidos.
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2025: Houve uma queda expressiva de 91% na área atingida, com apenas 1.844 focos registrados em todo o estado.
A estratégia do Governo do Estado foca agora em aproveitar o período de chuvas para reforçar as ações preventivas antes da chegada da estiagem severa prevista pelo setor meteorológico.


