O partido da junta militar de Mianmar declarou vitória nas eleições. O pleito ocorreu em três fases, sem oposição pró-democracia.
A Comissão Eleitoral, controlada pelo Exército, divulgou os resultados. Veículos alinhados à junta reproduziram os dados.
O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP) conquistou cerca de 300 cadeiras. O total em disputa era de 420, entre as câmaras parlamentares.
O USDP garantiu apoio para eleger os vice-presidentes e o presidente. O general Min Aung Hlaing assumiu interinamente a presidência em julho.
A posição do general de 69 anos no novo governo ainda não foi confirmada. China e Rússia apoiam a administração atual.
Pequenos partidos próximos ao Exército ganharam cerca de 30 cadeiras. Os resultados parciais são publicados desde a primeira rodada, em 28 de dezembro.
Legisladores eleitos foram sancionados por EUA e União Europeia. Eles são acusados de ataques contra civis desde o golpe.
O golpe de 2021 derrubou o governo de Aung San Suu Kyi. A vencedora do Nobel da Paz está presa desde então.
A ONU e diversos países apontam fraude nas votações. A junta impediu a participação de partidos pró-democracia.
Alguns grupos pró-democracia pegaram em armas após o golpe. Eles lutam contra o Exército pelo controle de territórios.
As eleições não ocorreram em ao menos 56 municípios. Territórios não controlados pelo Exército foram excluídos do processo.
Guerrilhas étnicas e grupos pró-democracia ganharam vantagem nesses locais. O conflito se agravou após o golpe.
EFE Fonte: Jovem Pan News


