O partido da junta militar de Mianmar anunciou uma vitória esmagadora nas eleições. O pleito ocorreu em três fases e não teve oposição pró-democracia.
A Comissão Eleitoral, controlada pelo Exército, divulgou os resultados nesta sexta-feira. O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP) conquistou cerca de 300 cadeiras.
O USDP representa os militares e obteve a maioria das 420 cadeiras. Isso garante apoio para eleger os vice-presidentes e o presidente.
O líder da junta, general Min Aung Hlaing, assumiu interinamente a presidência em julho passado. Sua posição no novo governo ainda não foi confirmada.
Outros partidos menores, próximos ao Exército, ganharam cerca de 30 cadeiras. As eleições ocorreram desde 28 de dezembro.
Legisladores eleitos enfrentam sanções dos EUA e da União Europeia. Eles são acusados de ataques contra civis desde o golpe.
A junta depôs o governo democrático de Aung San Suu Kyi. A vencedora do Nobel da Paz está presa desde então.
A ONU e diversos países consideram as eleições fraudulentas. A junta impediu a participação de partidos pró-democracia.
Muitos se juntaram à luta armada contra o Exército. As eleições não ocorreram em 56 municípios.
Dezenas de bairros foram excluídos devido ao controle de guerrilhas étnicas. O conflito se agravou após o golpe.
Fonte: Jovem Pan News (EFE)


