O ministro também declarou que não houve pedido ao presidente para o seu retorno ao Ministério da Fazenda em eventual quarto mandato
O ministro da Fazenda, Fernando haddad, disse, nesta terça-feira, 3, que levou ao conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o caso do Banco Master depois que Gabriel Galípolo assumiu a presidência do Banco Central (BC). Segundo ele, a orientação de Lula foi levar o caso às autoridades competentes para que fosse feita a investigação dos possíveis crimes.
“Desde o primeiro momento, a orientação do presidente da república foi, se há crime leve ao conhecimento da autoridade responsável”, afirmou durante entrevista à rádio BandnewsFM.
Ele aproveitou para elogiar o trabalho de Galípolo no BC: “Eu penso que o Banco Central já está entregando um bom trabalho na questão regulatória, porque herdou um abacaxi do tamanho que herdou”.
Haddad afirmou ainda que nunca conversou sobre o caso Master com o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e que, naquela gestão, o caso era “opaco”.
O ministro disse que entendeu a magnitude do problema envolvendo o caso quando, durante a tramitação da proposta de autonomia financeira do BC, houve sugestões de aumentar o limite de garantia do Fundo garantidor de Crédito (FGC).
“Eu só comecei a estranhar esse assunto, entender que era uma coisa preocupante quando começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do Banco Central e no âmbito dessa discussão eles queriam aumentar o valor da garantia do FGC porque os R$ 250 mil já não estava permitindo rodar a bicicleta do Master”, afirmou.
Por fim, Haddad declarou esperar que as investigações levem aos reais responsáveis pelo caso Master e para onde foi o dinheiro da venda dos CDBs do banco que não estão mais nas contas da instituição financeira, ele disse que o rastro do dinheiro está aí e é preciso ir atrás.
O ministro também declarou que não houve pedido ao presidente para o seu retorno ao Ministério da Fazenda em eventual quarto mandato presidencial do petista.
O ministro deve sair do Ministério da Fazenda em fevereiro e o secretário-executivo, Dario Durigan, é o principal nome cotado. Nesta terça, Haddad disse não ter observado nenhuma declaração relevante contrária ao nome de Dario Durigan, ao ser questionado sobre eventual resistência à indicação, no âmbito do Partido dos Trabalhadores (PT).
Haddad também repetiu que gostaria de participar da campanha do presidente Lula neste ano. “É o que eu acho que vou fazer de melhor”, avaliou. Ele afirmou ainda ter uma relação muito próxima com Lula, sem precisar de mediação, ao ressaltar o fato de ser ministro pelo período de 10 anos.
Fonte: Jovem Pan News


