O Tribunal de Justiça de MS prorrogou o afastamento de investigados na Operação do Gaeco. O desembargador Jairo Roberto de Quadros manteve a decisão. A Operação prendeu 16 pessoas, incluindo o prefeito de Terenos, Henrique Budke Wancura.
Em janeiro, o desembargador já havia prorrogado o monitoramento eletrônico. A decisão atual ratifica essa medida por mais 90 dias. A medida atinge o prefeito e outros 15 investigados.
Wancura está proibido de acessar a Administração Pública Municipal. Ele também não pode ter contato com denunciados e testemunhas. O prefeito segue monitorado por tornozeleira eletrônica.
O desembargador José Ale Ahmad Netto determinou o monitoramento eletrônico inicial. O prazo de 90 dias terminou em janeiro. Quadros prorrogou a medida devido à necessidade de continuidade da investigação.
O STJ julgará o recurso do MPF contra a revogação da prisão. A decisão do ministro Ribeiro Dantas beneficiou o prefeito e outros envolvidos. O julgamento está previsto para 19 de fevereiro.
A investigação apura crimes contra a Administração Pública em Terenos. O esquema envolve fraudes em licitações e pagamento de propina. Uma organização criminosa atuava para desviar recursos públicos.
A organização fraudava licitações para beneficiar empresas. Os contratos irregulares ultrapassaram R$ 15 milhões no último ano. Servidores públicos corruptos atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços.
Provas extraídas de celulares apreendidos revelaram o esquema. A Operação Velatus compartilhou as informações com autorização judicial. A operação recebeu o nome de “Spotless”, que significa “imaculado”.
Fonte: Investiga MS


