O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu dois PMs. Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal eram acusados da morte de Thiago Flausino. O crime ocorreu em agosto de 2023, na Cidade de Deus.
Os policiais também foram absolvidos da tentativa de homicídio de Marcos Vinicius de Sousa Queiroz. Thiago e Marcos estavam de moto quando foram baleados. Marcos sobreviveu, mas Thiago morreu.
Marcos afirmou que Thiago não estava armado. O julgamento durou dois dias. A maioria dos jurados decidiu pela absolvição. Os PMs respondem por fraude processual em outro processo.
O juiz Renan Ongaratto lamentou a dor da família. Ele afirmou que a decisão representa a “voz da sociedade”. A Anistia Internacional criticou a decisão. Eles alegam que Thiago foi tratado como criminoso.
Thiago foi baleado após cair da moto. Os policiais estavam em um carro particular e atiraram. O menino sonhava em ser jogador de futebol. Ele foi atingido nas costas e não tinha antecedentes criminais.
O Ministério Público acusou os policiais de torpeza. Eles alegaram uma tocaia ilegal com arma de alta energia. A defesa alegou que os jovens eram traficantes e atiraram contra os PMs.
A defesa apresentou uma pistola. Eles alegaram que Thiago a usou e que a recolheram na cena do crime. Testemunhas e perícia contestaram a versão. A acusação apontou mudanças na versão dos policiais.
Os PMs primeiro negaram estar no local. Depois, disseram que o carro era uma viatura com sirene. O defensor público Pedro Cariello questionou as versões. Ele também questionou o uso de carros particulares em operações.
Marcos Vinicius foi ouvido durante o julgamento.
Fonte: Agência Brasil


