Especialistas debateram se a homenagem a Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói foi propaganda eleitoral. As opiniões divergem, com alguns defendendo que não houve irregularidade. Outros apontam para possível campanha antecipada.
Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, não viu ilegalidade. Ele afirma que a lei exige pedido explícito de votos para caracterizar propaganda. Reis ressalta que a lei autoriza a exaltação de qualidades de pré-candidatos.
André Matheus, advogado e mestre em direito, concorda com Reis. Ele diz que a legislação permite homenagens e exaltação de qualidades. Isso, desde que não haja pedido de voto ou uso de ‘palavras mágicas’.
Rodolfo Prado, constitucionalista, destaca a necessidade de nexo com a eleição. Para ele, o ato deve influenciar a legitimidade das eleições. Sem esse vetor, pode haver irregularidade administrativa, mas não ilícito eleitoral.
André Marsiglia, advogado e comentarista, discorda. Ele considera o desfile propaganda antecipada descarada. Marsiglia também aponta para abuso de poder econômico e uso da máquina pública.
Marsiglia completa, dizendo que o presidente se valeu do cargo para fazer campanha. Para ele, o desfile configura um combo de crimes eleitorais.
*Estadão Conteúdo – Fonte: Jovem Pan News


