O STF começou a julgar os acusados de mandar matar Marielle Franco. A sessão ocorreu nesta terça-feira (24). A vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos cinco acusados.
A PGR afirma ter provas da participação dos irmãos Brazão no crime. A atuação política de Marielle contrariou interesses financeiros. Esses interesses eram de uma organização criminosa no Rio de Janeiro.
Os irmãos Brazão lideravam um grupo criminoso. O grupo atuava na ocupação ilegal e venda de terras. Marielle era um risco aos negócios da quadrilha. Ela realizava reuniões nas áreas dominadas pela milícia.
A vereadora não era o alvo inicial do grupo criminoso. O alvo dos milicianos era Marcelo Freixo. A presença de Marielle nas áreas de milícia intensificou os confrontos. Os irmãos Brazão decidiram pelo homicídio de Marielle Franco.
A vereadora atrapalhava o esquema criminoso dos irmãos Brazão. Marielle atuava em duas frentes que prejudicavam o grupo. Ela combatia a grilagem e defendia os moradores de áreas dominadas pela milícia.
A sessão da tarde está marcada para às 15h30. O julgamento deve continuar na manhã de quarta-feira (25). Um dos réus, Chiquinho Brazão, tinha foro privilegiado na época. Isso levou o caso ao STF.
A denúncia da PGR foi aceita pelo STF em junho de 2024. A sessão foi aberta pelo ministro Flávio Dino. O relator do caso, Alexandre de Moraes, leu o relatório.
Os advogados de defesa terão uma hora para apresentar suas alegações. Após as defesas, os ministros começarão a votar. A ordem de votação será: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A maioria dos votos decidirá a absolvição ou condenação dos réus. Em caso de condenação, a pena será definida no julgamento. Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018.
Fonte: Agência Brasil


