O STF iniciou o julgamento dos irmãos Brazão nesta terça (24). Eles são acusados de envolvimento na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. A Primeira Turma da Corte analisa a ação penal. Outros três réus também são julgados.
Anielle Franco, irmã de Marielle, falou antes do julgamento. Ela é a Ministra da Igualdade Racial. “Nenhuma sentença reverte a dor”, disse Anielle. Ela espera que o Judiciário investigue e puna os culpados.
O julgamento analisa a ação contra Domingos e Chiquinho Brazão. Também são réus o delegado Rivaldo Barbosa, o ex-PM Ronald Paulo de Alves e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca. O ministro Alexandre de Moraes é o relator.
O caso só avançou após mudanças políticas, segundo Anielle. “A retomada da democracia em 2022 ajudou”, afirmou. A Polícia Federal teve um papel importante na identificação dos mandantes, segundo a ministra.
Anielle cobrou medidas para evitar novas tragédias. “Não é admissível que uma parlamentar seja assassinada”, disse. Ela destacou a necessidade de segurança pública no Rio de Janeiro e no país.
O assassinato de Marielle expôs o crime organizado, segundo Anielle. Ela espera que as autoridades ajam para garantir a segurança política. O julgamento deve durar até quarta-feira (25).
A sessão desta terça inclui duas etapas, às 9h e 14h. O julgamento ocorre no STF devido ao foro privilegiado de Chiquinho Brazão. Ele era deputado federal na época do crime.
A denúncia da PGR foi aceita pelo STF em junho de 2024. Ela se baseou na delação de Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos. O ministro Flávio Dino abre a sessão. Alexandre de Moraes apresenta o relatório do caso.
Após o relatório, a PGR terá tempo para apresentar a acusação. O advogado assistente de acusação também poderá se manifestar.


