O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão de Daniel Vorcaro. Ele é o dono do Banco Master. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (13). A Segunda Turma formou maioria para a manutenção da prisão preventiva. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram a favor.
Fabiano Campos Zettel e Marilson Roseno da Silva também tiveram suas prisões mantidas. Luiz Phillipi Machado, outro investigado, morreu. Ele atentou contra a própria vida sob custódia da Polícia Federal. Todos são investigados na Operação Compliance Zero.
Fabiano Zettel é acusado de ser o operador financeiro do grupo. Ele seria responsável por gerenciar o grupo chamado “A Turma”. Este grupo é acusado de ameaças e monitoramento ilegal. Zettel também teria feito repasses para servidores do Banco Central.
Marilson Roseno, policial federal aposentado, também atuava no grupo. Ele coordenava ações de coerção e intimidação. Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, executava as ações. Ele invadia sistemas para obter dados sigilosos.
Outras medidas foram aplicadas a outros investigados. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana usarão tornozeleira eletrônica. Eles também devem entregar seus passaportes e não podem se comunicar com outros investigados. Leonardo Augosto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz também estão sujeitos às mesmas medidas.
O ministro Mendonça votou pela suspensão das atividades de empresas. Segundo ele, as empresas eram usadas para lavar dinheiro. Elas dificultavam a identificação do percurso dos recursos ilícitos.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. Ele justificou a decisão por “motivo de foro íntimo”. Toffoli já havia se afastado da CPI do Banco Master. A Polícia Federal encontrou mensagens sobre Toffoli no celular de Vorcaro.
Fonte: Jovem Pan


