O ministro Flávio Dino, do STF, tomou uma decisão importante. Infrações graves de juízes agora resultarão na perda do cargo. A aposentadoria compulsória como punição não será mais aplicada.
Dino afirmou que magistrados não podem ser imunes à responsabilidade. A antiga ‘aposentadoria compulsória punitiva’ foi revogada. Essa decisão busca maior rigor nas punições disciplinares.
A decisão ocorre durante processos contra o ministro Marco Buzzi, do STJ. Ele é acusado de assédio sexual. Buzzi enfrenta processos no STJ e no CNJ.
Antes, a aposentadoria compulsória era a pena mais severa. Ela estava prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Essa lei entrou em vigor durante a ditadura militar, em 1979.
A punição era aplicada em casos de corrupção e desvios de conduta. Juízes punidos continuavam recebendo salário proporcional ao tempo de serviço. A decisão de Dino acaba com esse privilégio.
Para o ministro, aposentadoria é um benefício previdenciário. Ela garante condições dignas de vida quando não se pode mais trabalhar. A decisão visa garantir que punições sejam efetivas.
A decisão surgiu em uma ação de um juiz afastado do RJ. Ele recorreu de punições confirmadas pelo CNJ. O juiz atuava em Mangaratiba (RJ) e foi punido por irregularidades.
Dino explicou que a Emenda Constitucional 103, de 2019, extinguiu a aposentadoria compulsória como punição. A decisão vale para o caso do juiz do RJ, mas deve ser aplicada a outros magistrados. Incluindo Buzzi.
O CNJ agora tem três opções: absolver, aplicar outra sanção ou pedir a perda do cargo. A aposentadoria compulsória não será mais uma punição. Antes, condenados criminalmente já perdiam o cargo.
Na avaliação do ministro, a perda do cargo é a maior penalidade. Isso garante maior rigor e justiça no sistema judicial.


