O ministro André Mendonça, do STF, prorrogou o prazo da investigação. A decisão sobre as fraudes do Banco Master foi anunciada nesta quarta (18). A Polícia Federal (PF) havia solicitado a extensão do prazo.
A Jovem Pan adiantou a informação na segunda (16). O inquérito apura fraudes ligadas à CPMI do INSS e à “Operação Compliance Zero”. O volume de material a ser analisado pela PF justifica a prorrogação.
Mendonça já havia suspendido o acesso ao material sigiloso de Daniel Vorcaro. O material está na Sala-cofre da CPMI do INSS. O ministro ordenou que a PF cumpra a decisão com urgência.
O ministro determinou a retirada dos equipamentos da Sala-cofre. A PF fará nova separação dos dados de Vorcaro. Informações da vida privada do banqueiro não serão compartilhadas.
O Banco Central liquidou extrajudicialmente o Banco Master em novembro. A medida ocorreu após indícios de irregularidades financeiras. Will Bank, braço digital do grupo, também foi encerrado.
A Operação Compliance Zero acompanhou a liquidação. A PF combateu a emissão de títulos falsos. Vorcaro chegou a ser preso, mas foi solto com tornozeleira eletrônica.
Investigações apontam que o banco oferecia CDBs com alta rentabilidade. Para isso, o Banco Master inflava seu balanço. A liquidez do banco se deteriorou.
Os casos do Banco Master e da gestora Reag são graves. Eles envolvem tensões entre STF, TCU, Banco Central e PF. O FGC iniciou o ressarcimento aos credores. O valor total a ser pago é de R$ 40,6 bilhões.


