O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) passará por novas atualizações. Elas ocorrem em pleno ano eleitoral. As mudanças visam turbinar o programa habitacional. O MCMV já responde por mais da metade das vendas de imóveis novos no Brasil.
Analistas acreditam que as novas regras aumentarão o poder de compra das famílias. Construtoras poderão ampliar lançamentos e vendas. Os preços dos imóveis também podem aumentar, elevando os lucros das empresas.
A proposta de atualização surgiu menos de um ano após a última. As maiores construtoras têm registrado lucros crescentes. As margens estão acima da média histórica.
O Ministério das Cidades apresentou a atualização ao Grupo de Apoio Permanente (GAP). O GAP assessora o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O FGTS financia a compra de imóveis com juros abaixo do mercado. O Conselho Curador do FGTS aprovará a proposta do governo nesta terça-feira (24).
Em Brasília, comenta-se que a mudança acompanha o salário mínimo. O salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621 neste ano. A faixa 1 do MCMV subirá para R$ 3.200. Isso mantém a equivalência a dois salários mínimos. Sem a mudança, famílias seriam enquadradas na faixa 2, com juros maiores. As demais faixas também serão reajustadas.
Analistas notaram uma mudança na postura do governo. O governo passou a ampliar o programa com mais frequência. Antes, as regras demoravam mais para mudar. O analista Gustavo Cambauva, do BTG Pactual, comentou sobre a frequência dos ajustes.
Cambauva acredita que as construtoras já possuem boa rentabilidade. O governo quer ampliar o programa. A meta de contratações subiu de 2 milhões para 3 milhões até o fim de 2025.
A Cury, uma das maiores construtoras, está pronta para ampliar lançamentos e vendas em 2026. O copresidente da Cury, Leonardo Mesquita, avaliou os ajustes.
Fonte: Broadcast (Grupo Estado)


