O ministro do STF, Flávio Dino, determinou apuração sobre R$ 3,6 milhões em emendas Pix. Ele identificou “insuficiência de transparência” na destinação dos recursos. A Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, recebeu os valores. Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, tem ligação com a igreja.
Dino requisitou documentos do governo federal, da Fundação Oásis e de prefeituras. Belo Horizonte e Capim Branco, em Minas Gerais, também devem apresentar informações. O prazo para entrega dos documentos é de 10 dias. O objetivo é esclarecer o destino dos repasses.
Deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) moveram a ação. Eles questionam emendas enviadas pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). Viana presidiu a CPMI do INSS e é membro da Igreja Batista da Lagoinha. Dino já pediu explicações a Viana e ao Senado sobre o caso.
Dino ressaltou a importância de novos documentos. Ele investiga possíveis omissões na CPMI do INSS. Os deputados alegam que temas relevantes não foram discutidos na CPMI. Eles apontam um possível “interesse pessoal” de Viana.
O Senado e Viana negam irregularidades. A CGU apontou falhas graves. A ausência de chamamento público e a situação irregular da fundação são exemplos. A CGU também informou que R$ 700 mil ficaram parados em conta.
Carlos Viana afirmou que a igreja não recebeu emendas. Segundo ele, os recursos foram para as prefeituras. As prefeituras aprovaram os planos de trabalho e repassaram o dinheiro.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan News


