O senador Carlos Viana (Podemos-MG) entregará o relatório da CPMI do INSS ao ministro André Mendonça, do STF. A comissão rejeitou o documento com apoio da base governista. A entrega ocorrerá nesta terça-feira (31).
Viana afirma que quer entregar em mãos o trabalho da CPMI. Ele lamenta que a base do governo tenha barrado o relatório.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) elaborou o documento. A maioria do colegiado rejeitou a versão do parlamentar. A CPMI foi encerrada sem um relatório final.
Gaspar pedia o indiciamento de Fábio Luís da Silva (Lulinha) e Daniel Vorcaro (Banco Master). Ele também solicitava a prisão preventiva de Lulinha devido ao risco de fuga. Lulinha reside atualmente na Espanha.
Viana critica a base do governo por suposta “blindagem” às investigações. Ele relata dificuldades e pressões durante os trabalhos da CPMI.
Petistas propuseram um texto alternativo. Nele, pediam o indiciamento de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Incluíram também Fabiano Zettel, ligado a Vorcaro.
Mendonça é o relator da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Ele chegou a prorrogar a CPMI, mas o STF derrubou a decisão.
Viana se defendeu de acusações sobre irregularidades em emendas. O ministro Flávio Dino cobra explicações sobre R$ 3,6 milhões destinados à Fundação Oasis.
O senador associa as apurações a uma represália. Ele acredita que sua atuação na CPMI desagradou a base de Lula. “Parlamentares que se opõem ao PT são atacados pessoalmente”, disse Viana.
*Com informações do Estadão Conteúdo. Fonte: Jovem Pan News


