Operador de Fraudes do INSS Busca Prisão Domiciliar Após Delação
Maurício Camisotti, apontado como operador de esquema de fraudes no INSS, busca prisão domiciliar. Ele firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Camisotti confessou participação nas fraudes nos descontos do INSS.
Preso desde setembro, Camisotti é acusado de operar o esquema da Operação Sem Desconto. Ele também é acusado de fraude na arrecadação e corrupção. A delação é a primeira da investigação e foi negociada desde o fim de 2023.
A defesa enviou o acordo ao ministro André Mendonça, do STF. Espera-se que o ministro conceda prisão domiciliar após a delação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda precisa analisar o texto. A negociação foi feita diretamente com a Polícia Federal.
Camisotti foi alvo da mesma fase da operação que prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes. A operação investiga descontos indevidos em benefícios previdenciários. Parlamentares entregaram relatório alternativo da CPMI do INSS à Polícia Federal.
O relatório detalha mudanças a partir de 2016 que permitiram o escândalo. Segundo o deputado Paulo Pimenta, as regras internas foram alteradas. Isso possibilitou o acesso do Banco Master ao consignado e outros mecanismos de fraude.
O relatório foi entregue à CGU, ao MPF e ao STF. O parecer alternativo propõe o indiciamento de 130 pessoas. A investigação apura o envolvimento de 71 pessoas. Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Onyx Lorenzoni estão entre os alvos.
Paulo Pimenta afirmou que foi identificada a inteligência por trás das nomeações. Também foram identificadas mudanças de normas e medidas provisórias que facilitaram o esquema.
Fonte: Jovem Pan
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