A eleição para deputados federais em Mato Grosso do Sul testará a força de lideranças consolidadas e emergentes. O pleito definirá o futuro de políticos com histórico de votações expressivas e de novos nomes impulsionados por apoios.
Disputa no Partido Liberal
No Partido Liberal (PL), quatro pré-candidatos disputam as duas vagas esperadas para a sigla. Dois deles buscam validar seu capital político após a onda eleitoral de Jair Bolsonaro.
Marcos Pollon foi o deputado federal mais votado, com 103.111 votos. Ele considera a disputa ao Senado. Contudo, pode concorrer à reeleição caso não obtenha êxito em uma possível disputa interna com Capitão Contar e Reinaldo Azambuja.
Rodolfo Nogueira obteve 41.773 votos e beneficiou-se da legenda. Sua votação foi inferior, por exemplo, à de Fábio Trad, que somou 43.881 votos. Fábio Trad não se elegeu porque a chapa não atingiu o mínimo necessário.
Nogueira cumpriu um mandato de oposição. Ele espera novamente contar com o apoio de bolsonaristas para garantir sua reeleição.
A chapa do PL terá ainda a deputada estadual Mara Caseiro, que foi a mais votada para a Assembleia na última eleição, com 49.512 votos. Edson Giroto também se candidata. Ele obteve 147.343 votos em 2010, sua última disputa proporcional. Giroto tenta retornar à política após uma derrota para a Prefeitura de Campo Grande e processos judiciais que resultaram em sua prisão.
Retorno de Lideranças em Disputas Proporcionais
Pré-candidatos ao governo na última eleição também buscam cargos proporcionais em Mato Grosso do Sul.
Rose Modesto (União) voltará a disputar o cargo de deputada federal. Ela foi a mais votada para o cargo em 2018, com 120.901 votos. Após essa eleição, Modesto concorreu a prefeita de Campo Grande e governadora, alcançando o segundo turno duas vezes na disputa pela prefeitura.
Marquinhos Trad (PDT) enfrenta um novo teste. O vereador de Campo Grande foi o mais votado para deputado estadual em várias ocasiões. Ele se elegeu prefeito de Campo Grande por dois mandatos. Posteriormente, Trad não obteve sucesso como candidato ao Governo. Em 2024, ele concorreu a vereador e repetiu o êxito das eleições para deputado, sendo o mais votado. Agora, ele tenta pela primeira vez o cargo de deputado federal.
O ex-governador André Puccinelli (MDB) também retorna ao pleito. Após concorrer ao Governo em 2022, ele disputará um cargo proporcional depois de 30 anos.
Puccinelli deixou o mandato de deputado federal em 1996, após vencer a eleição para a Prefeitura de Campo Grande. Ele agora busca o cargo de deputado estadual. A expectativa é de que seja um dos mais votados. Sua confiança é alta, projetando 15 mil votos a mais que seu rival, Zeca do PT, também pré-candidato a deputado estadual.


