O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nesta sexta-feira, 26 de abril de 2026, seu manifesto estratégico para as eleições de 2026 e a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, o documento de oito páginas delineia as prioridades da sigla, enfatizando um “projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros e sustentado por uma correlação de forças capaz de enfrentar privilégios historicamente consolidados.”
Entre as propostas centrais, o manifesto oficializa o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e a outras seis “reformas estruturantes” que, segundo o partido, “organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar”. O texto defende a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas em curso, exigindo que o Brasil “dê um passo além neste próximo ciclo” para consolidar seu legado. Curiosamente, o documento optou por não fazer referências ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O PT inicia sua análise com um panorama das tensões geopolíticas mundiais, alertando para o avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas, um cenário que, segundo o partido, impactará diretamente a disputa eleitoral brasileira de 2026. O manifesto critica um sistema que “se organiza sob a lógica da concentração de riqueza” e aponta que “a democracia é tensionada pela desinformação e pela captura do espaço público por interesses privados”, posicionando a reeleição de Lula como “decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional”.
O partido também tece críticas à ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos, que se desestabiliza diante da ascensão de novas potências, resultando em “guerras, sanções, bloqueios e intervenções” que corroem o direito internacional. Internamente, o documento destaca a importância estratégica das terras raras, defendendo que o Brasil, detentor de uma das maiores reservas do planeta, deve assumir protagonismo no processamento desses minerais em solo nacional. O manifesto argumenta que “sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital”, e que o projeto nacional exige a geração de empregos qualificados e a proteção da riqueza nacional contra a exportação de minério bruto.


