Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]

Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]

Politica Nacional

STF Extingue Aposentadoria Compulsória Remunerada como Punição Máxima para Juízes

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decide, por unanimidade, que infrações graves de magistrados resultarão em perda de cargo e salário.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 26/05/2026 - 17:35 | Meu MS News
STF Extingue Aposentadoria Compulsória Remunerada como Punição Máxima para Juízes
Foto: Divulgação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (26), por unanimidade, abolir a aposentadoria compulsória remunerada como a penalidade máxima imposta a juízes. A decisão referenda a determinação do ministro Flávio Dino, estabelecendo a perda do cargo e do salário como a punição mais severa para magistrados que cometerem infrações graves.

Fim da Aposentadoria Compulsória

Em 16 de março de 2026, o ministro Flávio Dino determinou que violações disciplinares graves por parte de magistrados deveriam levar à perda do cargo e, consequentemente, à interrupção do salário. Anteriormente, a aposentadoria compulsória representava a sanção máxima, garantindo o recebimento de salário proporcional. Dino argumentou que essa medida se tornou incompatível com as alterações introduzidas pela Emenda Constitucional (EC) 103/2019, que reformou o sistema da Previdência.

Ao negar os recursos, o ministro Flávio Dino afirmou: “Infrações graves devem merecer punições que não sejam transferidas à sociedade e que tenham a nota da reprovabilidade”.

O ministro Alexandre de Moraes destacou a existência de uma lacuna nas possibilidades de punição a magistrados desde a promulgação da Constituição de 1988. “Das três possibilidades graduais de sancionar o magistrado, uma acabou, e a mais grave se tornou a aposentadoria compulsória”, disse Moraes. Ele complementou: “Até 1988, nos casos graves, imediatamente havia um processo administrativo no próprio tribunal. Ficou esse vácuo”. O ministro também declarou que “a aposentadoria compulsória, paga pelo contribuinte, não é sanção”.

A ministra Cármen Lúcia concordou com a “não recepção” da aposentadoria compulsória pela Constituição. Contudo, ela ressalvou a importância de um julgamento pelo Plenário do STF. “Temos uma compreensão que diz respeito à toda a sociedade, e é mais do que conveniente, talvez recomendável, que nesses casos o plenário se manifeste”, afirmou a ministra.

O ministro Cristiano Zanin também defendeu o fim da aposentadoria compulsória, mas sua posição divergiu do relator quanto à tramitação dos processos de aposentadoria no Supremo.

A Primeira Turma do STF está atualmente composta por quatro ministros, após a transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma.

Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]