O Conselho da Paz, criado por Donald Trump para a reconstrução de Gaza e resolução de conflitos, enfrenta sérios problemas legais e tem saldo bancário zero. O jornal Financial Times (FT) revelou a situação, apesar das promessas de financiamento bilionário.
Origem e Estrutura do Conselho
Trump criou o Conselho em janeiro de 2026. Ele supostamente o dirigirá pessoalmente, mesmo após deixar a Casa Branca. Contudo, a iniciativa não recebeu um único dólar, segundo quatro fontes próximas ao processo, citadas pelo FT.
Um porta-voz da iniciativa declarou que o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan. Ele não utilizou um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU. O FT aponta: “não existe nenhum mecanismo independente de transparência”.
Trump concebeu o mecanismo de forma discricionária. Ele visava à reconstrução de Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram um cessar-fogo em outubro de 2025, sob pressão dos Estados Unidos. Países da União Europeia se distanciaram do fórum. O Conselho concede amplo espaço a parceiros históricos dos EUA no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em sua atenção. Para mais informações sobre figuras políticas e processos legais envolvendo entidades americanas, leia sobre Alexandre de Moraes e a citação judicial dos EUA por ação de Rumble e Trump Media.
Dificuldades Financeiras e Rejeição Internacional
Os presidentes sul-americanos Javier Milei, da Argentina, e Santiago Peña, do Paraguai, apoiaram a iniciativa de Trump com entusiasmo. No entanto, o entusiasmo diminuiu. Revelou-se que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, descartou que seu país pagasse os 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões) exigidos. Uma fonte afirmou ao FT que há depósitos no valor de “zero dólar” na conta aberta especificamente no Banco Mundial. Pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do “Alto Representante” do Conselho, Nikolai Mladenov. A iniciativa “prestará contas sobre suas finanças” ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, “quando for considerado oportuno”, acrescentou a fonte da iniciativa.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza. Contudo, os recursos permanecem congelados.
Ambições e Críticas Internacionais
Em abril de 2026, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza. O estudo foi realizado em conjunto com o Banco Mundial.
A Casa Branca anunciou a formação de um “Conselho de Paz” presidido por Trump. O plano visava pôr fim à guerra no território palestino da Faixa de Gaza. O rascunho, entretanto, revela uma iniciativa e um mandato muito mais amplos, delineando-se como um organismo substituto da ONU. A atuação de figuras políticas e as estratégias para as eleições de 2026 continuam a pautar o cenário global e nacional, como visto em notícias sobre o avanço do STF em julgamento da Ficha Limpa.
“Essa iniciativa não é um plano da ONU”, declarou um porta-voz das Nações Unidas em Genebra na terça-feira, 26 de maio de 2026. Ele reiterou que o plano de Trump foi “autorizado pelo Conselho de Segurança apenas para sua atuação em Gaza”.
O preâmbulo dos estatutos do Conselho da Paz afirma: “O Conselho de Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e legítima e garantir uma paz duradoura nas regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”. O documento critica os “enfoques e insti” existentes. A movimentação política para as eleições de 2026 demonstra a complexidade das alianças e estratégias em curso.


