A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, gerou reações distintas na política brasileira nesta quarta-feira, 29 de maio de 2026. Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemoraram a medida, vendo-a como um fortalecimento para sua pré-campanha à presidência. Por outro lado, o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou surpresa e preocupação com possíveis impactos na campanha de reeleição do petista em 2026.
Impacto na Pré-Campanha de Flávio Bolsonaro
Pessoas próximas a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência em 2026, avaliam que a classificação das facções criminosas pelos EUA reforça politicamente o senador. Esta medida, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan, minimiza a crise desencadeada pela divulgação de áudios em que o senador supostamente pede R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro. O entorno de Flávio Bolsonaro interpreta a decisão de Trump como um reconhecimento da relevância do senador para o chefe da Casa Branca, indicando a possibilidade de apoio republicano na campanha eleitoral brasileira de 2026.
Flávio Bolsonaro abordou o tema das facções criminosas diretamente em um encontro com Donald Trump na tarde da última terça-feira, 28 de maio de 2026. Embora empresários já tivessem ponderado que o encontro, por si só, não reduziria o desgaste do senador com o setor produtivo após a revelação dos áudios, a decisão de Trump sobre o PCC e o CV é vista como um novo fator capaz de alterar essa percepção. O senador Flávio Bolsonaro articulou em Washington sobre terrorismo, buscando apoio e visibilidade.
Reação e Estratégia dos Aliados de Lula
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestaram atônitos com a notícia. Interlocutores do governo não esconderam a surpresa e agora avaliam se a medida norte-americana pode prejudicar a campanha de reeleição do petista em 2026. A equipe de Lula busca uma estratégia para conter qualquer avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, focando na defesa da soberania nacional como principal argumento. A classificação do CV e PCC como terroristas pelos EUA pegou o Planalto de surpresa, segundo relatos.
A Jovem Pan News foi a fonte original da reportagem.


