O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão, anunciada na quinta-feira, 28 de maio de 2026, entrará em vigor a partir de 5 de junho de 2026. Esta medida visa dificultar as movimentações financeiras dos grupos e intensificar o combate às suas atividades.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou a classificação. Em um vídeo compartilhado na plataforma X (antigo Twitter), ele declarou: “Vai ficar muito mais difícil deles fazerem movimentações financeiras e eles vão poder ser combatidos como Bin Laden era”. Bolsonaro também acrescentou: “Grande dia para todos que sofrem na mão dos bandidos, meu sincero agradecimento a Trump, Rubio e J.D Vance”.
Designação e Implicações
O governo americano designou as facções como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists” ou SDGTs) e também como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations” ou FTOs). A classificação conjunta pelos departamentos de Estado e do Tesouro segue um entendimento da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), vinculada ao órgão financeiro norte-americano. Organizações ou indivíduos que fornecem apoio, serviços ou assistência a grupos enquadrados nesta categoria também podem receber a designação.
A autoridade para classificar grupos e indivíduos como Terroristas Globais Especialmente Designados deriva da Ordem Executiva número 13.244, estabelecida em 23 de setembro de 2001 pelo ex-presidente George W. Bush, após os ataques de 11 de Setembro. O Departamento de Estado é o responsável por classificar grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras, conforme a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade, de 1965. O Escritório de Contraterrorismo e Combate ao Extremismo Violento, do mesmo órgão, monitora essas organizações.
Para um grupo ser enquadrado nesta classificação, ele precisa ter cometido ou representar risco de praticar atos de terrorismo. A decisão dos EUA designa o PCC e o Comando Vermelho como ameaças diretas à segurança e estabilidade, com repercussões significativas para suas operações globais.


