Agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) localizaram equipamentos de escuta no gabinete do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, no Palácio Guanabara. A varredura de rotina revelou material “aparentemente antigo e sem funcionalidade”. As autoridades já removeram os itens. O jornal O Globo publicou a informação, e a Jovem Pan confirmou os fatos.
Governo do Rio de Janeiro se Pronuncia
O Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. O comunicado detalha a ação dos agentes de segurança.
“Em varredura de rotina feita no gabinete do governador, agentes do Gabinete de Segurança Institucional localizaram material usado em escutas. O material — aparentemente antigo e sem funcionalidade — foi retirado pelos agentes”, informou o governo fluminense.
Contexto da Ocupação Interina
Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ocupa interinamente o cargo de governador do estado em maio de 2026. No fim de abril de 2026, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter Couto de Castro no comando do Executivo estadual. A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo PSD.
A determinação de Zanin permanece válida até o STF concluir o julgamento que definirá a forma da eleição para o chamado “mandato-tampão” no Executivo fluminense. A discussão sobre a autonomia da justiça eleitoral e o papel do STF frequentemente ganha destaque em cenários como este. Rogério Marinho, por exemplo, defende a autonomia da Justiça Eleitoral e critica o STF em contextos similares. Este caso se soma a outros episódios recentes que movimentam o cenário político do Rio de Janeiro, incluindo investigações e reposicionamentos de figuras públicas. Operações como a que envolveu o ex-governador Cláudio Castro também ilustram a dinâmica política do estado.


